Modelo de Réplica à Contestação em Ação de Indenização por Empréstimos Não Autorizados e Danos Morais Contra Instituição Bancária
Publicado em: 08/06/2024 CivelEXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE __________
Processo nº __________
RÉPLICA À CONTESTAÇÃO
Nome do Autor: Sr. A. J. dos S.
Nome do Réu: [BANCO]
O autor, Sr. A. J. dos S., já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos termos do CPC/2015, art. 350, apresentar sua RÉPLICA À CONTESTAÇÃO, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:
PREÂMBULO
Em sua contestação, o réu arguiu preliminar de inexistência dos requisitos para a concessão da tutela antecipada e, no mérito, alegou ausência de responsabilidade civil, excludente de responsabilidade, inexistência de danos morais, questionou o valor da indenização e o ônus da prova. Contudo, as alegações do réu não merecem prosperar, conforme será demonstrado a seguir.
DOS FATOS
O autor, um senhor idoso e analfabeto, teve seu cartão de aposentadoria utilizado indevidamente por sua neta, que realizou seis empréstimos não autorizados, totalizando R$ 26.000,00 (vinte e seis mil reais). Mesmo após o autor comunicar o fato ao banco e solicitar a retirada do acesso da neta ao aplicativo bancário, a instituição financeira, de forma negligente, permitiu que novos empréstimos fossem realizados.
DO DIREITO
1. Da Preliminar de Inexistência dos Requisitos para a Tutela Antecipada
O réu alega que não estão presentes os requisitos para a concessão da tutela antecipada. Contudo, o CPC/2015, art. 300, exige a presença de elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo, requisitos amplamente demonstrados nos autos.
A probabilidade do direito está evidenciada pela condição de vulnerabilidade do autor, idoso e analfabeto, e pela negligência do banco ao permitir a realização de empréstimos não autorizados. O perigo de dano é evidente, tendo em vista que o autor está sendo prejudicado financeiramente, comprometendo sua subsistência.
2. Da Responsabilidade Civil do Réu
O réu sustenta a inexistência de responsabilidade civil, mas tal alegação não se sustenta. Nos termos do CCB/2002, art. 186 e art. 927, aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo. O banco foi negligente ao permitir que a neta do autor realizasse operações financeiras não autorizadas, mesmo após o autor ter comunicado o ocorrido.
3. Da Excludente de Responsabilidade
O réu tenta eximir-se de sua responsabilidade alegando excludente de responsabilidade. Contudo, não há qualquer prova nos autos que demonstre culpa exclusiva de terceiro ou caso fortuito que justifique a"'>...