Modelo de Resposta à Acusação com Contestação em Caso de Crime de Ameaça e Medidas Protetivas

Publicado em: 16/07/2024 Direito Penal
Petição apresentada pelo advogado de defesa em processo penal envolvendo acusação de crime de ameaça (art. 147 do Código Penal), com medidas protetivas de urgência (art. 22 da Lei 11.340/2006). A peça jurídica argumenta a nulidade da citação por edital, a ausência de justa causa para a ação penal e a insuficiência de provas para manutenção das medidas protetivas, requerendo a anulação de atos processuais, a rejeição da denúncia e, subsidiariamente, a revogação das medidas protetivas. Inclui fundamentação legal com base no CPP, na Constituição Federal e jurisprudências, além de solicitações de provas e audiência de conciliação.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

Réu: [NOME DO RÉU]

Acusação: Crime de Ameaça (CP, art. 147) e Medidas Protetivas (Lei 11.340/2006, art. 22)

RESPOSTA À ACUSAÇÃO C/C CONTESTAÇÃO

Por intermédio de seu advogado, devidamente constituído nos autos, conforme procuração anexa, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar RESPOSTA À ACUSAÇÃO C/C CONTESTAÇÃO, com fulcro no CPP, art. 396-A, em face da denúncia que lhe foi imputada, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PREÂMBULO

O réu, citado por edital, foi denunciado pela prática do crime de ameaça (CP, art. 147) e está sob medidas protetivas de urgência, conforme Lei 11.340/2006, art. 22. Em cumprimento ao disposto no CPP, art. 396-A, apresenta-se a presente resposta à acusação, com a finalidade de demonstrar a ausência de justa causa para a ação penal, bem como a inexistência de elementos probatórios mínimos que sustentem a denúncia.

DOS FATOS

Segundo a denúncia, o réu teria, em data não especificada, proferido ameaças contra a suposta vítima, Sra. [NOME DA VÍTIMA], com o intuito de causar-lhe temor e constrangimento. Em razão disso, foram deferidas medidas protetivas de urgência, nos termos da Lei 11.340/2006, art. 22.

O réu foi citado por edital, não tendo sido localizado para apresentação de defesa em momento anterior. Contudo, a narrativa acusatória carece de elementos mínimos que demonstrem a materialidade e a autoria do delito imputado, conforme será demonstrado a seguir.

DO DIREITO

1. NULIDADE DA CITAÇÃO POR EDITAL

O réu foi citado por edital, sem que houvesse a devida comprovação de esgotamento das diligências para sua localização, em afronta ao CPP, art. 361. Tal irregularidade compromete o direito à ampla defesa e ao contraditório, garantidos pela CF/88, art. 5º, LV.

2. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA PARA A AÇÃO PENAL

A denúncia apresentada não está acompanhada de elementos mínimos que demonstrem a materialidade e a autoria do crime de ameaça (CP, art. 147). Não há nos autos qualquer prova concreta que sustente a acusação, configurando-se, portanto, a ausência de justa causa para a ação penal, nos termos do CPP, art. 395, III.

3. INSUFICIÊNCIA DE PROVAS PARA A MANUTENÇÃO DAS MEDIDAS PROTETIVAS

As medidas protetivas de urgência, previstas na Lei 11.340/2006, art. 22, foram deferidas com base em alegações unilaterais, sem a devida comprovação dos fatos narrados. Tal situação viola o princípio da presunção de inocência, consagrado na CF/88, art. 5º, LVII.

JURISPRU"'>...


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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Voto do Magistrado

Excelentíssimos Senhores Desembargadores, trata-se de análise de recurso interposto no qual se discute a procedência ou não da denúncia apresentada contra o réu, imputando-lhe a prática do crime de ameaça (art. 147 do Código Penal) e a aplicação de medidas protetivas previstas na Lei 11.340/2006 (art. 22).

Dos Fatos

Conforme os autos, o réu teria proferido ameaças à vítima, Sra. [NOME DA VÍTIMA], resultando na concessão de medidas protetivas de urgência. Todavia, a defesa sustenta ausência de justa causa para a ação penal e aponta nulidades no ato de citação por edital, alegando que não foram esgotadas as diligências necessárias para localização do réu.

Do Direito

Nos termos do art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, é imperiosa a fundamentação das decisões judiciais, de modo a garantir segurança jurídica e transparência ao processo. Assim, passo à análise das alegações apresentadas pelas partes, à luz dos fatos e fundamentos constitucionais e legais.

Nulidade da Citação por Edital

Conforme alegado pela defesa, a citação por edital foi irregular, pois não foram esgotados os esforços para localizar o réu, em afronta ao art. 361 do Código de Processo Penal. Tal irregularidade compromete o direito à ampla defesa e ao contraditório, garantidos pelo art. 5º, LV, da Constituição Federal.

Ausência de Justa Causa

Verifico que a denúncia apresentada não está acompanhada de elementos mínimos que demonstrem a materialidade e autoria do crime de ameaça. A ausência de provas concretas inviabiliza o prosseguimento da ação penal, nos termos do art. 395, III, do Código de Processo Penal.

Medidas Protetivas

Quanto às medidas protetivas de urgência, entendo que a concessão deve ser fundamentada em elementos que indiquem risco iminente à vítima. No caso em questão, não foram apresentados elementos probatórios suficientes para justificar a manutenção dessas medidas, em respeito ao princípio da presunção de inocência, previsto no art. 5º, LVII, da Constituição Federal.

Da Jurisprudência

A jurisprudência dos Tribunais é pacífica quanto à necessidade de observância dos direitos constitucionais do acusado, especialmente no que tange à ampla defesa e ao contraditório. Destaco os seguintes precedentes:

  1. “O recebimento da denúncia sem o cumprimento da Lei 9.099/1995, art. 81, que determina a apresentação de resposta à acusação antes daquele ato, gera nulidade absoluta do feito.” (TJSP, Apelação Criminal Acórdão/TJSP)
  2. “A ausência de comprovação de justa causa para a ação penal configura nulidade processual, nos termos do CPP, art. 395, III.” (TJRJ, Apelação Acórdão/TJRJ)

Conclusão

Diante do exposto, com fulcro no art. 93, IX, da Constituição Federal de 1988, voto no sentido de:

  1. Declarar a nulidade da citação por edital, com a consequente anulação dos atos processuais subsequentes;
  2. Rejeitar a denúncia, nos termos do art. 395, III, do Código de Processo Penal, por ausência de justa causa;
  3. Revogar as medidas protetivas de urgência, por falta de elementos probatórios que as justifiquem;
  4. Determinar o arquivamento do processo, sem prejuízo de reabertura caso surjam novos elementos probatórios.

É como voto.

[CIDADE], [DATA].

[NOME DO MAGISTRADO]

Juiz(a) de Direito


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