Modelo de Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais Contra Airbnb, Anfitriã e Condomínio por Falha na Prestação de Serviços e Violação de Segurança
Publicado em: 30/07/2024 ConsumidorEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DO JUÍZO DO JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE [LOCAL]
[NOME DA PARTE AUTORA], por meio de seu advogado infra-assinado, com endereço profissional em [endereço completo], endereço eletrônico [e-mail], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente
AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS E MATERIAIS
em face de AIRBNB SERVIÇOS DIGITAIS LTDA., pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº [número], com sede em [endereço completo], [NOME DA ANFITRIÃ], CPF nº [número], residente e domiciliada em [endereço completo], e CONDOMÍNIO [NOME], pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº [número], com sede em [endereço completo], pelos fundamentos de fato e de direito a seguir expostos:
I. DOS FATOS
Os autores, S. F. e M. F., contrataram os serviços da plataforma Airbnb para locação de um apartamento na cidade de [localidade], pelo período de três pernoites, com o objetivo de que o senhor S. F. pudesse realizar exames clínicos na região. A reserva foi realizada junto à anfitriã, [nome da anfitriã], com a intermediação da plataforma Airbnb.
No entanto, durante a segunda noite de hospedagem, o imóvel foi invadido por um convidado de uma festa que ocorria no salão de festas do condomínio, sem autorização do síndico ou do condomínio. O invasor adentrou o apartamento dos autores, resultando em uma luta corporal que colocou em risco a integridade física e psicológica do casal.
Diante da grave situação, os autores foram obrigados a abandonar o imóvel no meio da noite, interrompendo sua estadia e comprometendo o propósito da viagem. Apesar de solicitarem o reembolso integral dos dias não utilizados, a plataforma Airbnb devolveu apenas o valor referente ao dia do incidente, deixando de ressarcir os demais dias contratados.
Além disso, os autores sofreram abalos emocionais e psicológicos decorrentes da falta de segurança e do evento traumático, configurando-se o direito à reparação por danos morais.
II. DO DIREITO
2.1. DA RESPONSABILIDADE OBJETIVA DOS RÉUS
A relação entre as partes é regida pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990), que estabelece a responsabilidade objetiva dos fornecedores de serviços (CDC, art. 14). Tanto a plataforma Airbnb quanto a anfitriã e o condomínio integram a cadeia de consumo e, portanto, respondem solidariamente pelos danos causados aos autores.
No caso em tela, ficou evidente a falha na prestação dos serviços, seja pela ausência de segurança no imóvel disponibilizado, seja pela omissão no ressarcimento integral dos valores pagos. A responsabilidade dos réus é objetiva, não dependendo da comprovação de culpa, conforme entendimento consolidado na jurisprudência.
2.2. DA FALHA NA PRESTAÇÃO DOS SERVIÇOS
Os réus descumpriram o dever de segurança e de informação, princípios basilares do CDC (arts. 6º, I e III). A plataforma Airbnb, como intermediadora, tem o dever de garantir que os imóveis anunciados atendam aos padrões mínimos de segura"'>...