Modelo de Alegações Finais em Ação Penal de Tentativa de Roubo com Pedido de Absolvição ou Desclassificação do Crime

Publicado em: 16/09/2024 Processo Civil Direito Penal Processo Penal
Documento de alegações finais apresentado pela defesa técnica do acusado em ação penal que apura a prática de tentativa de roubo, com fundamento no artigo 403, §3º, do Código de Processo Penal. Contém a análise dos fatos, argumentação jurídica pautada na insuficiência probatória, ausência de reconhecimento formal em juízo e possibilidade de desclassificação para furto, com base nos artigos 155 e 157 do Código Penal. A defesa requer a absolvição por ausência de provas, desclassificação do crime ou aplicação da pena mínima em caso de condenação. Inclui jurisprudências relevantes para embasar os pedidos.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ____________

Processo nº ____________

ALEGAÇÕES FINAIS

Nome do Acusado: A. J. dos S.

Advogado: M. F. de S. L. (OAB/UF nº ______)

O acusado, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS, com fundamento no CPP, art. 403, §3º, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PREÂMBULO

Trata-se de ação penal em que o acusado foi denunciado pela prática do crime de tentativa de roubo, previsto no CP, art. 157, combinado com o CP, art. 14, II. Após a instrução processual, com a oitiva das testemunhas e a análise das provas, passa-se à análise final da defesa.

DOS FATOS

Consta na denúncia que o acusado, em concurso com outro indivíduo, teria tentado subtrair bens de propriedade da vítima, mediante grave ameaça exercida com o uso de arma de fogo. Contudo, a empreitada criminosa não se consumou devido à intervenção de terceiros.

Durante a instrução processual, foram colhidos depoimentos da vítima, de testemunhas e dos agentes de segurança pública que participaram da ocorrência. Além disso, foi realizada a análise das circunstâncias do caso, incluindo o reconhecimento do acusado.

DO DIREITO

A defesa técnica do acusado sustenta que não há provas suficientes para a condenação, devendo prevalecer o princípio da presunção de inocência, conforme CF/88, art. 5º, LVII. A seguir, serão analisados os principais pontos:

1. DA INSUFICIÊNCIA PROBATÓRIA

O princípio da presunção de inocência exige que a condenação seja embasada em provas robustas e inequívocas. No caso em tela, a palavra da vítima, embora relevante, não foi corroborada por outros elementos de prova que demonstrem, de forma incontestável, a autoria do acusado.

2. DA AUSÊNCIA DE RECONHECIMENTO FORMAL EM JUÍZO

Conforme disposto no CPP, art. 226, o reconhecimento de pessoas deve seguir um procedimento formal, sob o crivo do contraditório. No presente caso, não foi realizado o reconhecimento formal em juízo, o que compromete a validade da identificação do acusado.

3. DA DESCLASSIFICAÇÃO PARA FURTO

Não restou comprovado o uso de grave ameaça ou violência por parte do acusado. Assim, na ausência de elementos que demon"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de ação penal em que o acusado, A. J. dos S., foi denunciado pela prática do crime de tentativa de roubo, previsto no Código Penal, art. 157, combinado com o art. 14, II. Após a instrução processual, foram colhidos depoimentos da vítima, de testemunhas e dos agentes de segurança pública, bem como realizadas análises das provas constantes nos autos.

Fundamentação

Nos termos do art. 93, IX da Constituição Federal de 1988, toda decisão judicial deve ser devidamente fundamentada. Assim, passo à análise dos fatos e fundamentos legais aplicáveis ao caso.

1. Da Insuficiência Probatória

O princípio da presunção de inocência, consagrado no art. 5º, LVII da Constituição Federal, exige que a condenação seja embasada em provas robustas e inequívocas. No presente caso, a palavra da vítima, embora importante, não foi corroborada por outros elementos de prova que demonstrem, de forma incontestável, a autoria do acusado.

2. Da Ausência de Reconhecimento Formal em Juízo

O Código de Processo Penal, em seu art. 226, estabelece que o reconhecimento de pessoas deve seguir procedimento formal e sob o crivo do contraditório. No caso em tela, não há nos autos prova de que o reconhecimento do acusado tenha sido realizado de forma válida e em conformidade com o previsto na legislação, o que compromete a validade dessa prova.

3. Da Possibilidade de Desclassificação

Não restou comprovado o uso de grave ameaça ou violência por parte do acusado, o que é elemento essencial para a configuração do crime de roubo. Assim, na ausência de tais elementos, é cabível a desclassificação para o crime de furto, conforme dispõe o art. 155 do Código Penal.

4. Da Dosimetria da Pena

Na hipótese de eventual condenação, deve-se observar o art. 59 do Código Penal, com a fixação da pena no mínimo legal, considerando as circunstâncias judiciais favoráveis ao acusado.

Decisão

Diante do exposto, julgo procedente o pedido da defesa para absolver o acusado, A. J. dos S., com fundamento no art. 386, VII do Código de Processo Penal, por insuficiência de provas que demonstrem, de forma inequívoca, a autoria do crime de tentativa de roubo.

Subsidiariamente, na hipótese de reforma desta decisão, determino que seja desclassificada a conduta para o crime de furto, previsto no art. 155 do Código Penal, e, em caso de eventual condenação, fixo a pena no mínimo legal, observando o regime inicial mais brando, nos termos do art. 33 do Código Penal.

Termos Finais

Reitero, por fim, a necessidade de observância dos princípios constitucionais que norteiam o processo penal, especialmente o da presunção de inocência e o devido processo legal.

É como voto.

Local e Data

______________________________

Magistrado


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