Modelo de Contestação à Ação Cível por Ilegitimidade Ativa e Inadequação da Parte Passiva

Publicado em: 21/04/2024 CivelProcesso Civil
Contestação apresentada por M.F. da S. em processo cível, argumentando ilegitimidade ativa do autor, A.J. dos S., para pleitear em nome próprio direito alheio, e inadequação da parte passiva, considerando que a ré não é a proprietária do terreno em questão. Baseada nos artigos 17, 18, 337 e 485, VI, do CPC/2015, a peça requer a extinção do processo sem resolução de mérito e, subsidiariamente, a improcedência total dos pedidos. Inclui fundamentação jurídica, princípios aplicáveis, jurisprudências relevantes e pedidos formais.

CONTESTAÇÃO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE ___

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

Nome da Ré: M. F. da S., brasileira, estado civil [INSERIR], profissão [INSERIR], portadora do CPF nº [INSERIR], residente e domiciliada na [INSERIR ENDEREÇO COMPLETO], endereço eletrônico [INSERIR], por meio de seu advogado que esta subscreve, com endereço profissional na [INSERIR ENDEREÇO COMPLETO], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar CONTESTAÇÃO à ação proposta por A. J. dos S., nos termos do CPC/2015, art. 335, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

PREÂMBULO

A presente contestação visa demonstrar a ilegitimidade ativa do autor para pleitear em nome próprio direito alheio, bem como a inadequação da parte passiva, considerando que a demanda deveria ser dirigida ao proprietário do terreno e não à irmã do autor, ora contestante.

DOS FATOS

O autor, A. J. dos S., ingressou com a presente ação alegando que a construção realizada em terreno alheio seria irregular. Todavia, as multas decorrentes da suposta irregularidade foram emitidas em nome do próprio autor, e não da ré, M. F. da S..

Ocorre que o autor não é o proprietário do terreno em questão, tampouco possui legitimidade para pleitear em nome próprio direito que, em tese, seria de titularidade do verdadeiro proprietário do imóvel. Ademais, a ré não possui qualquer responsabilidade pelas multas mencionadas, uma vez que estas estão vinculadas ao nome do autor.

DO DIREITO

A presente ação deve ser julgada improcedente, tendo em vista a ausência de legitimidade ativa do autor e a inadequação da parte passiva, conforme fundamentos jurídicos a seguir expostos:

I - DA ILEGITIMIDADE ATIVA

Nos termos do CPC/2015, art. 18, "ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei". No caso em tela, o autor não possui qualquer legitimidade para pleitear em nome próprio questões relacionadas ao terreno de propriedade de terceiro.

A ausência de legitimidade ativa é matéria de ordem pública, que deve ser reconhecida de ofício pelo juízo, nos termos do CPC/2015, art. 485, VI. Assim, a presente ação deve ser extinta sem resolução de mérito.

II - DA INADEQUAÇÃO DA PARTE PASSIVA

A ré, M. F. da S., não é a proprietária do terreno em questão e tampouco possui qualquer relação com a"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Segue a simulação de um voto do magistrado, fundamentado na interpretação hermenêutica entre os fatos e o direito, conforme solicitado:

Simulação de Voto

I - Relatório

Trata-se de ação proposta por A. J. dos S., que alega irregularidade em construção realizada em terreno alheio, requerendo a responsabilização de M. F. da S., ré na presente demanda.

A ré apresentou contestação sustentando, em síntese, a ilegitimidade ativa do autor para pleitear em nome próprio direito alheio, bem como a inadequação de sua inclusão no polo passivo, considerando que o autor não comprovou ser o proprietário do terreno em questão.

A controvérsia central reside na análise da legitimidade ativa do autor e na adequação da parte passiva, com base nos elementos dos autos e nos fundamentos legais aplicáveis.

II - Fundamentação

1. Da Ilegitimidade Ativa

Nos termos do artigo 18 do CPC/2015, "ninguém poderá pleitear, em nome próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por lei". No caso em tela, o autor não demonstrou ser o legítimo proprietário do terreno, tampouco apresentou autorização legal para pleitear direitos de terceiro.

A ilegitimidade ativa é matéria de ordem pública, conforme disposto no artigo 485, inciso VI, do CPC/2015, devendo, portanto, ser reconhecida de ofício por este juízo, resultando na extinção do processo sem resolução de mérito.

2. Da Inadequação da Parte Passiva

A ré, M. F. da S., não é proprietária do terreno em questão e não possui qualquer responsabilidade pelas multas mencionadas nos autos, as quais estão registradas em nome do próprio autor. Assim, não há qualquer fundamento jurídico que justifique sua inclusão no polo passivo da demanda.

Nos termos do artigo 337, inciso XI, do CPC/2015, a inadequação da parte passiva constitui matéria preliminar que deve ser acolhida, resultando na extinção do processo sem resolução de mérito.

3. Dos Princípios Jurídicos e Hermenêutica Aplicáveis

O princípio da legitimidade das partes, consagrado nos artigos 17 e 18 do CPC/2015, estabelece que apenas aquele que possui interesse jurídico legítimo pode figurar como parte em um processo. A ausência de tal interesse no caso em tela reforça a necessidade de extinção da presente ação.

Além disso, o princípio da boa-fé processual, previsto no artigo 5º do CPC/2015, exige que as partes ajam com lealdade no curso do processo. A tentativa do autor de imputar à ré responsabilidade por multas registradas em seu próprio nome configura má-fé processual, o que não pode ser tolerado.

III - Dispositivo

Ante o exposto, com base no artigo 485, inciso VI, do Código de Processo Civil de 2015, JULGO EXTINTO o processo sem resolução de mérito, em razão da ilegitimidade ativa do autor e da inadequação da parte passiva.

Condeno o autor ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, os quais arbitro em 10% (dez por cento) sobre o valor atualizado da causa, nos termos do artigo 85, §2º, do CPC/2015.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

[LOCAL], [DATA].

____________________________
[NOME DO MAGISTRADO]
Juiz de Direito

Essa simulação de voto fundamenta-se nos princípios e normas processuais aplicáveis ao caso e está organizada de forma clara e objetiva, utilizando a interpretação hermenêutica entre os fatos e o direito.

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