Modelo de Contestação com Pedido de Guarda Compartilhada em Ação de Regulamentação de Visitas

Publicado em: 04/04/2025 CivelProcesso Civil Familia
Documento jurídico apresentado pela genitora M. F. de S. L. em resposta à Ação de Regulamentação de Visitas ajuizada pelo genitor A. J. dos S., solicitando a fixação da guarda compartilhada do menor, com residência de referência no lar materno e regime de convivência paterna gradual e progressivo. Fundamentada na Constituição Federal, Código Civil e Código de Processo Civil, a contestação destaca o melhor interesse do menor e solicita a realização de estudos psicossociais, além de audiência de conciliação.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE [CIDADE][UF]

Processo nº: [número do processo]

NOME DO AUTOR: A. J. dos S.

NOME DO RÉU: M. F. de S. L.

CONTESTAÇÃO COM PEDIDO DE GUARDA COMPARTILHADA

M. F. de S. L., brasileira, solteira, professora, portadora do CPF nº [número], residente e domiciliada na Rua [endereço completo], endereço eletrônico [e-mail], por seu advogado infra-assinado (instrumento de mandato anexo), com escritório profissional situado na Rua [endereço do advogado], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro no CPC/2015, art. 335, apresentar sua

CONTESTAÇÃO

à Ação de Regulamentação de Visitas ajuizada por A. J. dos S., já qualificado nos autos, expondo e requerendo o que segue:

I – DOS FATOS

A presente demanda foi proposta por A. J. dos S., genitor do menor [nome do menor], nascido em [data], fruto da relação mantida com a ora contestante, com o objetivo de regulamentar o regime de visitas ao filho comum.

O autor pleiteia o direito de visitas periódicas, conforme cronograma por ele sugerido, limitando-se, contudo, a requerer a regulamentação da convivência, sem postular a guarda compartilhada.

Entretanto, a contestante entende que o melhor interesse do menor será atendido com a fixação da guarda compartilhada, nos termos da legislação vigente e da jurisprudência dominante, permitindo que ambos os genitores participem ativamente da vida do filho, inclusive com a convivência ampliada e progressiva com o pai.

II – DO DIREITO

O direito à convivência familiar é assegurado pela CF/88, art. 227, que impõe ao Estado, à sociedade e à família o dever de assegurar à criança, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar e comunitária.

Nos termos do CCB/2002, art. 1.583, a guarda poderá ser unilateral ou compartilhada, sendo esta última a regra geral, conforme introduzido pela Lei 13.058/2014. O CCB/2002, art. 1.584, § 2º, estabelece que a guarda compartilhada será aplicada sempre que possível, mesmo quando não houver acordo entre os pais, salvo se um deles declarar ao magistrado que não deseja a guarda do menor.

O CPC/2015, art. 373, II, impõe ao réu o ônus de provar os fatos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito do autor. No presente caso, a contestante não se opõe ao direito de convivência paterna, mas pugna por uma solução mais adequada ao melhor interesse do menor: a guarda compartilhada com regime de visitas ampliado e progressivo.

Ressalte-se que a guarda compartilhada não significa divisão física igualitária do tempo da criança entre os pais, mas sim a responsabilidade conjunta nas decisões relevantes da vida do menor, promovendo equilíbrio, estabilidade emocional e fortalecimento dos vínculos afetivos com ambos os genitores.

Ademais, a contestante não apresenta qualquer objeção quanto à convivência do menor com os avós paternos, desde que preservado o bem-estar e a rotina da criança, e que a convivência se dê de forma gradual e segura, conforme recomendação técnica.

III – JURISPRUDÊNCIAS

“Ação de regulamentação de guarda e fixação de regime visitas. Sentença que atribuiu aos genitores a guarda compartilhada, fixou o lar materno como referência e o regime de visitas do genitor, de ampliação gradativa, com pernoite. Estudos psicossociais que apontam e recomendam a guarda compartilhada, com a ampliação gradativa do regime de visitas, como fixado na sentença. Manutenção. Inexistência de motivos fundados p"'>...

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Informações complementares

Segue abaixo a simulação do voto do magistrado, elaborado em formato HTML com base no documento fornecido:

Simulação de Voto

I – Relatório

Trata-se de ação de regulamentação de visitas proposta por A. J. dos S., genitor do menor [nome do menor], contra M. F. de S. L., genitora do menor, com o objetivo de estabelecer cronograma de visitas ao filho. A requerida, em sua contestação, não se opõe ao pedido de convivência paterna, mas pugna pela fixação de guarda compartilhada como medida mais adequada ao melhor interesse do menor, nos termos da legislação vigente.

O feito encontra-se devidamente instruído, com os autos contendo elementos suficientes para julgamento.

II – Fundamentação

Nos termos da CF/88, art. 93, IX, todas as decisões devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade. Passo, portanto, à análise do mérito da presente ação.

2.1 – Do Melhor Interesse do Menor

O direito à convivência familiar e comunitária é assegurado pela CF/88, art. 227, que estabelece como prioridade absoluta os interesses da criança e do adolescente. O CCB/2002, art. 1.583, com as alterações promovidas pela Lei 13.058/2014, determina que a guarda compartilhada é a regra geral, devendo ser aplicada sempre que possível.

No caso em tela, entende-se que a guarda compartilhada promove não apenas a convivência equilibrada entre os genitores, mas também a corresponsabilidade nas decisões relevantes da vida do menor, assegurando seu desenvolvimento físico, psicológico e emocional.

2.2 – Da Convivência Paterna e o Regime de Visitas

Conforme o CCB/2002, art. 1.584, § 2º, a guarda compartilhada não implica necessariamente na divisão igualitária do tempo de convivência com a criança, mas na tomada conjunta de decisões, garantindo o contato saudável com ambos os genitores. A sugestão de regime de visitas progressivo, apontada pela contestante, revela-se compatível com o melhor interesse do menor, especialmente diante da ausência de elementos que desaconselhem a convivência paterna.

2.3 – Da Jurisprudência

Os tribunais pátrios têm reiteradamente se manifestado em favor da guarda compartilhada, como medida que melhor atende ao princípio do melhor interesse do menor, conforme demonstram os precedentes acostados aos autos:

Os julgados reforçam a aplicação da guarda compartilhada como regra geral, com flexibilização do regime de convivência conforme peculiaridades do caso concreto e o estágio de desenvolvimento da criança.

III – Decisão

Ante o exposto, com fulcro no CCB/2002, art. 1.583 e CCB/2002, art. 1.584 e na CF/88, art. 227, JULGO PARCIALMENTE PROCEDENTE a presente ação para:

  1. Fixar a guarda compartilhada do menor [nome do menor], com residência de referência no lar materno;
  2. Estabelecer regime de convivência paterna de forma gradual e progressiva, conforme avaliação técnica, com possibilidade de pernoites futuros;
  3. Determinar a realização de estudo psicossocial para acompanhamento das interações familiares, com posterior reavaliação do regime de convivência, se necessário.

Ressalvo que o descumprimento das obrigações poderá acarretar as sanções previstas em lei, inclusive responsabilização civil e criminal, conforme o caso.

Por fim, concedo os benefícios da justiça gratuita à parte requerida, nos termos do CPC/2015, art. 98.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

[Cidade], [data]

Juiz de Direito: [Nome do Magistrado]

Esse modelo apresenta uma simulação de voto fundamentado, com estruturação em tópicos e a devida fundamentação jurídica, de acordo com os dispositivos legais e constitucionais aplicáveis.


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Contestação apresentada pela genitora em Ação de Regulamentação de Visitas cumulada com Pedido de Guarda Compartilhada, fundamentada no CPC/2015 e na legislação brasileira, como CF/88 e CCB/2002. O documento destaca a ausência de diálogo e estrutura emocional por parte do autor, solicitando a improcedência do pedido de guarda compartilhada, a manutenção da guarda unilateral em favor da genitora e a regulamentação progressiva do direito de visitas do genitor, conforme estudo psicossocial.

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