Modelo de Defesa Prévia Apresentada ao JARI do DAER para Anulação de Auto de Infração por Violação ao Devido Processo Legal, Contraditório e Ampla Defesa

Publicado em: 13/12/2024 AdministrativoProcesso Civil Trânsito
Documento jurídico que apresenta defesa prévia ao JARI do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER), fundamentada no art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal de 1988 e na Resolução nº 918/2022 do CONTRAN. O interessado solicita o arquivamento do Auto de Infração com base na ausência de análise da defesa prévia, configurando violação ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa. O documento inclui fundamentos jurídicos, jurisprudências aplicáveis e pedidos formais, como a anulação da penalidade ou a reanálise do processo administrativo.

DEFESA PRÉVIA

AO JARI DO DAER

Processo Administrativo nº: [inserir número]

Interessado: [Nome completo do interessado]

Endereço eletrônico: [e-mail do interessado]

PREÂMBULO

À Ilustríssima Junta Administrativa de Recursos de Infrações (JARI) do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (DAER),

Eu, [Nome completo do interessado], inscrito no CPF sob o nº [inserir número], residente e domiciliado à [endereço completo], venho, respeitosamente, apresentar a presente DEFESA PRÉVIA, com fundamento no art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal de 1988 (CF/88), bem como na Resolução nº 918/2022 do CONTRAN, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

O interessado foi notificado acerca da aplicação de multa de trânsito, conforme Auto de Infração nº [inserir número], referente à suposta infração cometida em [data], no local [descrever local].

Entretanto, ao apresentar defesa prévia no prazo legal, não houve qualquer análise ou manifestação por parte da autoridade administrativa competente, configurando flagrante violação ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, garantidos pelo art. 5º, incisos LIV e LV, da CF/88.

Ademais, a ausência de análise da defesa prévia contraria expressamente o disposto na Resolução nº 918/2022 do CONTRAN, que regula o procedimento administrativo para imposição de penalidades de trânsito.

DO DIREITO

O art. 5º, incisos LIV e LV, da CF/88, assegura a todos os cidadãos o direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa em qualquer processo administrativo ou judicial. Tais garantias são pilares do Estado Democrático de Direito e devem ser rigorosamente observadas em procedimentos administrativos, como o presente caso.

A Resolução nº 918/2022 do CONTRAN estabelece, em seu art. 9º, que a autoridade administrativa deve analisar a defesa prévia apresentada pelo autuado, sendo vedada a imposição de penalidade sem o devido exame das alegações e provas apresentadas.

Além disso, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seus arts. 280 e 281, reforça a necessidade de observância do contraditório e da ampla defesa, determinando que o processo administrativo de trânsito deve ser conduzido de forma a garantir a participação efetiva do autuado.

Portanto, "'>...

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Informações complementares

Simulação de Voto

Voto do Magistrado

Nos termos do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988, que determina que todas as decisões judiciais devem ser fundamentadas, passo à análise do presente caso com base nos fatos apresentados, nos fundamentos constitucionais e legais aplicáveis.

1. Relatório

Trata-se de recurso interposto no âmbito administrativo, em que o interessado, identificado nos autos do Processo Administrativo nº [inserir número], busca a anulação do Auto de Infração nº [inserir número], alegando violação ao devido processo legal, contraditório e ampla defesa, assegurados pelo art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal de 1988.

O interessado alega que não houve análise da defesa prévia apresentada no prazo legal, contrariando a Resolução nº 918/2022 do CONTRAN e os arts. 280 e 281 do Código de Trânsito Brasileiro.

O recurso foi devidamente instruído com os documentos necessários e encontra-se apto para análise e julgamento.

2. Fundamentação

2.1. Do Devido Processo Legal

O art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição Federal de 1988 assegura aos cidadãos o direito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa, em qualquer processo administrativo ou judicial. Esses princípios são basilares do Estado Democrático de Direito e não podem ser negligenciados.

Nos termos da Resolução nº 918/2022 do CONTRAN, o art. 9º estabelece que a defesa prévia apresentada pelo autuado deve ser devidamente analisada pela autoridade administrativa. A ausência de análise configura grave irregularidade e viola diretamente os direitos do interessado.

2.2. Da Irregularidade do Procedimento Administrativo

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em seus arts. 280 e 281, reforça a necessidade de observância do contraditório e da ampla defesa, determinando que o processo administrativo seja conduzido de forma a garantir a participação efetiva do autuado. A não análise da defesa prévia apresentada pelo interessado viola o procedimento administrativo e compromete a validade do Auto de Infração nº [inserir número].

Ademais, a jurisprudência consolidada, como a Súmula 312 do STJ, estabelece a obrigatoriedade de notificações adequadas no processo administrativo, sob pena de nulidade da penalidade aplicada.

2.3. Da Jurisprudência Aplicável

A jurisprudência pátria reforça a necessidade de respeito ao devido processo legal. Destaco os seguintes precedentes:

  • TJSP - Recurso Inominado Cível Acórdão/TJSP: "Manobra perigosa - Auto válido, mas falta de notificação adequada pode configurar prejuízo ao autor."
  • TJSP - Recurso Inominado Cível Acórdão/TJSP: "Anulação de autos de infração por ausência de documentação comprobatória."
  • TJSP - Recurso Inominado Cível Acórdão/TJSP: "Imposição de multa de trânsito exige notificações regulares, conforme Súmula 312 do STJ."

2.4. Da Nulidade do Auto de Infração

Considerando a ausência de análise da defesa prévia, verifica-se grave ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Tal conduta enseja a nulidade do Auto de Infração nº [inserir número], nos termos da legislação aplicável e da jurisprudência consolidada.

3. Dispositivo

Diante do exposto, com fundamento no art. 93, inciso IX, da CF/88, julgo procedente o pedido formulado para:

  1. Declarar a nulidade do Auto de Infração nº [inserir número];
  2. Determinar o arquivamento do presente processo administrativo;
  3. Recomendar à autoridade administrativa a observância estrita do devido processo legal em casos futuros.

É como voto.

4. Conclusão

Com essas considerações, submeto este voto à apreciação dos demais membros do órgão colegiado.

[Local], [data]

[Assinatura do Magistrado]


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