Modelo de Embargos à Execução Fiscal para Reconhecimento de Pagamentos Realizados e Extinção Parcial do Crédito Tributário
Publicado em: 21/03/2024 Execução Fiscal TributárioEMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE [LOCALIDADE]
Processo nº: [Número do processo da execução fiscal]
Embargante: [Nome completo do embargante, qualificação completa, CPF/CNPJ, endereço eletrônico, domicílio e residência]
Embargado: Município de [Localidade], pessoa jurídica de direito público interno, com sede na [endereço completo].
PREÂMBULO
O embargante, acima qualificado, por meio de seu advogado, com fundamento no CPC/2015, art. 914 e seguintes, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, opor EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL movida pelo Município de [Localidade], pelos fatos e fundamentos jurídicos que passa a expor.
DOS FATOS
O embargante foi surpreendido com a execução fiscal promovida pelo Município de [Localidade], referente ao Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) dos exercícios de [anos], cujo montante total é de R$ [valor total da execução]. Contudo, o embargante realizou o pagamento de diversas parcelas do referido imposto, conforme comprovantes anexados, os quais não foram devidamente abatidos no valor executado.
Apesar de ter cumprido sua obrigação tributária em parte, o Município, de forma indevida, incluiu na Certidão de Dívida Ativa (CDA) valores já quitados, o que torna o título executivo parcialmente inexigível, violando os princípios da boa-fé e da segurança jurídica.
DO DIREITO
A presente execução fiscal está embasada em Certidão de Dívida Ativa (CDA) que não reflete a realidade dos pagamentos efetuados pelo embargante, configurando-se, assim, a ausência de certeza e liquidez do título executivo, conforme exigido pelo CPC/2015, art. 784, III.
O Código Tributário Nacional (CTN), em seu art. 156, dispõe que o pagamento é causa de extinção do crédito tributário. Assim, ao não considerar os pagamentos realizados, o Município de [Localidade] incorre em flagrante ilegalidade, uma vez que está cobrando valores que já foram quitados.
Ademais, o CPC/2015, art. 917, §1º, prevê que os embargos à execução podem ser utilizados para alegar inexigibilidade do título executivo, como ocorre no presente caso. A ausência de abatimento dos valores pagos compromete a certeza e a liquidez da CDA, tornando-a parcialmente inexigível.
Por fim, destaca-se que a execução fiscal deve respeitar "'>...