Modelo de Pedido de Guarda Definitiva de Menores por Avô Materno com Base no ECA e Constituição Federal
Publicado em: 12/06/2024 FamiliaEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE DA COMARCA DE __________
Distribuição com prioridade – ECA, art. 4º e art. 227, CF/88
REQUERENTE: A. J. dos S., brasileiro, viúvo, aposentado, portador do CPF nº __________ e RG nº __________, residente e domiciliado na Rua __________, nº ___, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, CEP __________, endereço eletrônico __________.
REQUERIDOS: Não há litisconsórcio passivo, considerando que os menores encontram-se acolhidos institucionalmente.
PREÂMBULO
A. J. dos S., devidamente qualificado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por intermédio de seu advogado infra-assinado, com fundamento nos arts. 19, 28, 33 e 100 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), bem como no art. 227 da Constituição Federal, propor a presente
AÇÃO DE GUARDA
em favor de seus netos, M. F. dos S., 7 anos, e R. F. dos S., 4 anos, atualmente acolhidos institucionalmente, pelos motivos de fato e de direito que passa a expor.
DOS FATOS
Os menores M. F. dos S. e R. F. dos S., de 7 e 4 anos, respectivamente, são netos do Requerente e encontram-se atualmente em acolhimento institucional, em razão da retirada da guarda da genitora, S. F. dos S., que é usuária de drogas e não possui condições de exercer o poder familiar. Ambos os menores são filhos de pais diferentes, sendo que os genitores não foram localizados ou não demonstraram interesse na guarda das crianças.
O Requerente, avô materno, tem vínculo afetivo consolidado com os netos e reúne plenas condições materiais, emocionais e sociais para assumir a guarda, oferecendo-lhes um lar estável e seguro, em conformidade com os princípios do melhor interesse da criança e da convivência familiar, previstos no ECA e na Constituição Federal.
DO DIREITO
A Constituição Federal, em seu art. 227, caput, estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90) reforça esse princípio em seus arts. 19 e 28, ao dispor que toda criança ou adolescente tem direito a ser criado e educado no seio de sua família natural e, excepcionalmente, em família substituta, priorizando-se a família extensa, como é o caso do Requerente.
O art. 33 do ECA prevê que a guarda pode ser deferida a pessoa que demonstre condições de recebê-la, visando atender ao superior interesse da criança. O Requerente, avô materno, preenche todos os requisitos legais, possuindo condições financeiras, emocionais e sociais para proporcionar um ambiente saudável e seguro aos menores.
Ademais, o art. 100 do ECA det"'>...