Modelo de Pedido de Revogação da Suspensão da CNH com Fundamentação Legal e Constitucional
Publicado em: 25/02/2025 CivelProcesso Civil TrânsitoEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE [LOCALIDADE]
Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]
Requerente: [NOME COMPLETO DO REQUERENTE]
Requerido: [NOME COMPLETO DO REQUERIDO]
PREÂMBULO
[NOME COMPLETO DO REQUERENTE], brasileiro(a), estado civil, profissão, portador(a) do CPF nº [INSERIR CPF], residente e domiciliado(a) em [ENDEREÇO COMPLETO], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado, com endereço profissional em [ENDEREÇO COMPLETO], com fundamento no CPC/2015, art. 319, apresentar:
MANIFESTAÇÃO COM PEDIDO DE REVOGAÇÃO DA SUSPENSÃO DA CNH
pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:
DOS FATOS
O Requerente teve sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa em decorrência de medida coercitiva atípica aplicada no curso do presente processo de execução. A referida suspensão já perdura por quase 9 (nove) anos, configurando-se como uma penalidade desproporcional e ineficaz, além de violar direitos fundamentais do Requerente.
Importante destacar que a medida não atingiu o objetivo de compelir o Requerente ao pagamento da dívida, sendo, portanto, inócua e desprovida de razoabilidade. Ademais, a manutenção da suspensão da CNH compromete o direito de ir e vir do Requerente, bem como pode inviabilizar o exercício de suas atividades profissionais, prejudicando seu sustento e o de sua família.
DO DIREITO
Conforme o CPC/2015, art. 139, IV, o magistrado pode determinar medidas coercitivas atípicas para assegurar o cumprimento de ordens judiciais. Contudo, tais medidas devem observar os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade, além de serem aplicadas de forma subsidiária.
No caso em tela, a suspensão da CNH do Requerente não se mostra proporcional, pois não há elementos que demonstrem sua eficácia para compelir o pagamento da dívida. Pelo contrário, a medida apenas agrava a situação do Requerente, violando seu direito fundamental de ir e vir, garantido pela CF/88, art. 5º, XV.
Ademais, a manutenção da suspensão por período tão extenso (quase 9 anos) desvirtua a finalidade coercitiva da medi"'>...