Modelo de Recurso de Apelação para Reforma de Sentença em Caso de Descontos Indevidos com Reconhecimento de Contrato Fraudulento

Publicado em: 02/04/2024 Consumidor
Recurso de apelação interposto por consumidor para reforma de sentença que determinou a devolução simples de valores descontados indevidamente por instituição financeira, com base em contrato fraudulento. O recurso busca a aplicação da penalidade de devolução em dobro, conforme previsto no artigo 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor, fundamentando-se na comprovação de má-fé e afronta aos princípios da boa-fé objetiva e da função social do contrato. Inclui jurisprudências relevantes que corroboram os argumentos apresentados.

RECURSO DE APELAÇÃO

PREÂMBULO

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Cível da Comarca de ____________.

Processo nº: ____________

Apelante: ____________

Apelado: ____________

____________, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor RECURSO DE APELAÇÃO, com fundamento no CPC/2015, art. 1.009, contra a sentença proferida nos autos, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos.

DOS FATOS

O Apelante firmou contrato de empréstimo consignado com o Apelado, o qual foi devidamente quitado. Contudo, o banco Apelado deu continuidade aos descontos, alegando a existência de um novo contrato, o qual foi posteriormente constatado, por meio de perícia, que continha assinatura fraudulenta.

Em primeira instância, o juízo reconheceu a irregularidade e determinou a devolução das parcelas descontadas, porém apenas de forma atualizada, sem aplicar a penalidade de devolução em dobro prevista em lei para casos de má-fé.

O Apelante, inconformado com a sentença, busca a reforma para que seja reconhecida a devolução em dobro dos valores descontados indevidamente, conforme determina o CCB/2002, art. 42, parágrafo único.

DO DIREITO

Conforme demonstrado nos autos, restou comprovada a má-fé do Apelado ao realizar descontos indevidos com base em contrato fraudulento, cuja assinatura foi periciada e declarada inautêntica. Tal conduta caracteriza enriquecimento ilícito e afronta os princípios da boa-fé objetiva e da função social do contrato, previstos no CCB/2002, art. 422.

O CCB/2002, art. 42, parágrafo único, estabelece que o consumidor cobrado indevidamente tem direito à repetição do indébito em dobro, salvo hipótese de engano justificável, o que não se aplica ao presente caso, dada a má-fé do Apelado.

Ademais, o CDC, art. 6º, VIII, assegura ao consumidor a inversão do ônus da prova, o que já foi devidamente cumprido no presente processo, com a comprovação da fraude e dos descontos indevidos.

...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Segue a simulação de um voto de magistrado em formato HTML, com base no documento jurídico fornecido:

Simulação de Voto

Voto do Relator

Excelentíssimos Senhores Desembargadores, trago à análise o presente recurso de apelação interposto pelo Apelante, em que busca a reforma da sentença proferida em primeira instância, que, embora tenha reconhecido a irregularidade nos descontos realizados pelo Apelado, determinou apenas a devolução atualizada dos valores descontados, sem a penalidade de devolução em dobro prevista na legislação.

Dos Fatos

O caso em análise trata de contrato de empréstimo consignado firmado entre Apelante e Apelado, cuja quitação foi comprovada nos autos. Todavia, o Apelado continuou a realizar descontos com base em contrato fraudulento, conforme constatado por perícia grafotécnica que atestou a falsidade da assinatura do Apelante. A sentença reconheceu a irregularidade, mas deixou de aplicar a devolução em dobro dos valores descontados, o que motivou a interposição do presente recurso.

Do Direito

Nos termos do art. 42, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor (CDC), "o consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável".

Resta cabalmente demonstrado nos autos que o Apelado agiu de má-fé ao realizar os descontos indevidos, utilizando-se de contrato fraudulento, o que afasta a hipótese de engano justificável. Esta conduta afronta os princípios da boa-fé objetiva e da função social do contrato, previstos no art. 422 do Código Civil, além de caracterizar enriquecimento ilícito.

Ademais, o art. 6º, VIII, do CDC assegura ao consumidor a inversão do ônus da prova, medida que já foi devidamente observada no presente caso, com a comprovação da fraude por perícia técnica.

Das Jurisprudências

Corroborando os fundamentos acima expostos, destaco os precedentes que sustentam a necessidade de aplicação da devolução em dobro nos casos de má-fé:

  • TJSP - Apelação Cível Acórdão/TJSP - "A exigência de apresentação de contrato como condição para o prosseguimento da ação é desnecessária em relações de consumo quando a parte autora já comprova, por outros documentos, o vínculo jurídico entre as partes e há possibilidade de inversão do ônus da prova."
  • TJSP - Apelação Cível Acórdão/TJSP - "A aplicação do princípio da primazia do julgamento do mérito impõe ao magistrado o dever de evitar a extinção do processo por vícios formais que possam ser superados, garantindo a resolução do mérito com base nos elementos disponíveis."

Conclusão

Assim, conheço do recurso de apelação por preencher os requisitos de admissibilidade e, no mérito, voto pelo seu provimento, para reformar a sentença de primeira instância e determinar a devolução em dobro dos valores descontados indevidamente, acrescidos de correção monetária e juros legais, nos termos do art. 42, parágrafo único, do CDC.

Determino, ainda, a condenação do Apelado ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais, conforme previsão do art. 85 do CPC/2015, fixados em 15% sobre o valor total da condenação.

Dispositivo

Diante do exposto, voto pelo provimento do recurso, reformando a sentença para determinar:

  1. A devolução em dobro das parcelas descontadas indevidamente, acrescidas de correção monetária e juros legais;
  2. A condenação do Apelado ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais, nos termos do art. 85 do CPC/2015.

É como voto.

Local e data.

______________________________

Nome do Magistrado

Este é um modelo de voto fundamentado, redigido com base nos princípios constitucionais e legais aplicáveis, utilizando-se da interpretação hermenêutica entre os fatos e o direito para uma decisão clara e justificada.

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