Modelo de Recurso Especial em Matéria Penal: Pedido de Reforma de Acórdão para Restabelecimento de Sentença Absolutória com Base no Princípio do In Dubio Pro Reo
Publicado em: 12/08/2024 Direito Penal Processo PenalRECURSO ESPECIAL
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO [INSERIR ESTADO]
RECORRENTE: [Nome completo do recorrente, qualificação completa, CPF, endereço eletrônico, domicílio e residência]
RECORRIDO: Ministério Público
PREÂMBULO
O recorrente, devidamente qualificado, por intermédio de seu advogado, com fundamento no CF/88, art. 105, III, "a", vem, respeitosamente, interpor o presente RECURSO ESPECIAL contra o acórdão proferido pela [indicar o Tribunal de origem], que contrariou dispositivos legais e jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), conforme as razões a seguir expostas.
DOS FATOS
O recorrente foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado [inserir estado] pela prática do crime de roubo majorado pelo concurso de agentes, nos termos do CP, art. 157, §2º, II. A condenação baseou-se exclusivamente em confissões extrajudiciais e depoimentos colhidos na fase inquisitorial, sem que houvesse produção de provas robustas em juízo, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa.
Em primeira instância, o recorrente foi absolvido com fundamento no CPP, art. 386, VI, por insuficiência de provas. Contudo, o Tribunal de origem reformou a sentença absolutória, desconsiderando a ausência de elementos probatórios concretos produzidos em juízo, em evidente afronta ao CPP, art. 155, bem como ao princípio do in dubio pro reo.
DO DIREITO
A decisão recorrida violou frontalmente o CPP, art. 155, que estabelece que "o juiz formará sua convicção pela livre apreciação da prova produzida em contraditório judicial, não podendo fundamentar sua decisão exclusivamente nos elementos informativos colhidos na investigação, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas".
No caso em tela, a condenação do recorrente foi fundamentada exclusivamente em confissões extrajudiciais e depoimentos colhidos na fase inquisitorial, os quais não foram ratificados em juízo. Tal prática contraria o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório, previstos no CF/88, art. 5º, LV.
Ademais, a ausência de provas concretas e robustas que demonstrem a autoria do crime impõe a aplicação do princípio do in dubio pro reo, conforme entendimento consolidado do STJ. A condenação não pode subsistir diante da insuficiência probatória, sob pena de violação ao devido processo legal e à presunção de inocência, garanti"'>...