Modelo de Ação de Reconhecimento de União Estável Post Mortem e Concessão de Pensão por Morte contra o INSS

Publicado em: 25/03/2025 Processo Civil Familia Direito Previdenciário
Petição inicial de Ação de Reconhecimento de União Estável Post Mortem com pedido de Concessão de Pensão por Morte, proposta contra o INSS. O documento argumenta a existência de união estável entre a autora e o falecido, comprovada por provas documentais e testemunhais, fundamentada no Código Civil, Constituição Federal e Lei 8.213/1992. Requer o reconhecimento da união estável, a concessão do benefício previdenciário de pensão por morte com efeitos retroativos e pagamento das parcelas vencidas, além de honorários advocatícios.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) FEDERAL DA ___ª VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE [LOCAL]

Distribuição por Dependência

Processo nº: (se aplicável)

Nome do Requerente: [NOME COMPLETO DA PARTE AUTORA], [estado civil], [profissão], inscrito(a) no CPF sob o nº [número], portador(a) do RG nº [número], residente e domiciliado(a) na [endereço completo], endereço eletrônico [e-mail], por meio de seu advogado(a) que esta subscreve, com endereço profissional na [endereço completo do advogado], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no CPC/2015, art. 319, propor a presente

AÇÃO DE RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL POST MORTEM C/C CONCESSÃO DE PENSÃO POR MORTE

em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO SOCIAL (INSS), autarquia federal, com sede na [endereço completo], endereço eletrônico [e-mail], pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos:

PREÂMBULO

A presente demanda tem como objetivo o reconhecimento da união estável entre a parte autora e o falecido [nome do falecido], para fins de concessão de pensão por morte, benefício previdenciário indevidamente negado pelo INSS, conforme será demonstrado.

DOS FATOS

A parte autora manteve relacionamento amoroso público, contínuo e duradouro com o falecido [nome do falecido] por [período de convivência], caracterizando verdadeira união estável, nos termos do CCB/2002, art. 1.723. Durante este período, o casal construiu uma vida em comum, com objetivos mútuos de constituição de família.

O falecido, em vida, era segurado do INSS e contribuía regularmente para o Regime Geral de Previdência Social. Após o falecimento de [nome do falecido], ocorrido em [data do óbito], a parte autora requereu administrativamente o benefício de pensão por morte junto ao INSS, conforme protocolo nº [número do protocolo], sendo, contudo, indeferido sob a alegação de ausência de comprovação da união estável.

Entretanto, a parte autora dispõe de robusto conjunto probatório que comprova a união estável mantida com o falecido, incluindo [exemplos de provas: certidão de nascimento de filhos, declaração de imposto de renda, contas conjuntas, testemunhas, etc.].

DO DIREITO

A união estável é reconhecida como entidade familiar pela CF/88, art. 226, §3º, sendo equiparada ao casamento para fins de proteção jurídica. O CCB/2002, art. 1.723, define a união estável como a convivência pública, contínua e duradoura, com o "'>...

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Informações complementares

Simulação de Voto

Introdução

Trata-se de ação judicial proposta por [NOME COMPLETO DA PARTE AUTORA] em face do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), com o objetivo de obter o reconhecimento da união estável post mortem com o falecido [nome do falecido], para fins de concessão do benefício previdenciário de pensão por morte.

O presente voto analisa hermeneuticamente os fatos e os fundamentos constitucionais e legais aplicáveis ao caso, considerando as provas documentais e testemunhais apresentadas nos autos.

Dos Fatos Provados

Restou demonstrado nos autos, por meio de robusto conjunto probatório, que a parte autora manteve relacionamento público, contínuo e duradouro com o falecido, caracterizando união estável nos termos do CCB/2002, art. 1.723. A convivência foi corroborada por documentos como [exemplos de provas: certidão de nascimento de filhos, declaração de imposto de renda, contas conjuntas] e testemunhos colhidos.

O falecido era segurado regular do INSS, condição não contestada nos autos, e a parte autora comprovou a solicitação administrativa do benefício, indeferida sob alegação de ausência de comprovação de união estável.

Do Direito

A CF/88, art. 226, §3º, reconhece a união estável como entidade familiar, garantindo-lhe proteção jurídica. O CCB/2002, art. 1.723, define a união estável como a convivência pública, contínua e duradoura com objetivo de constituição de família.

No âmbito previdenciário, a Lei 8.213/1992, art. 16, § 4º, estabelece que o companheiro ou companheira é dependente presumido do segurado, presumindo-se a dependência econômica, salvo prova em contrário.

Ademais, a Instrução Normativa INSS nº 128/2022 dispõe que o benefício de pensão por morte deve ser concedido a dependentes que preencham os requisitos legais, sendo o cálculo do benefício baseado nos proventos do instituidor.

Portanto, não há que se falar em ausência de comprovação de união estável, tendo a parte autora apresentado documentos e testemunhos que comprovam a convivência com o falecido.

Da Jurisprudência

O entendimento jurisprudencial pacificado reforça o reconhecimento da união estável para fins previdenciários:

  • TJRJ - Apelação Acórdão/TJRJ: \"Provas colacionadas aos autos que se revelam suficientes para demonstrar a situação jurídica pretendida, preenchendo os requisitos da Lei 8.213/1992.\"
  • TJSP - Apelação Acórdão/TJSP: \"Prova documental que atesta a existência de união estável na época do óbito.\"
  • TJRJ - Apelação Acórdão/TJRJ: \"Suficiente comprovação de preenchimento dos requisitos necessários ao reconhecimento da união estável.\"

Do Voto

Com base nos fatos apresentados e na interpretação dos dispositivos constitucionais e legais aplicáveis, bem como na análise das provas documentais e testemunhais, voto pelo conhecimento da presente demanda e pela sua procedência, nos seguintes termos:

  1. Reconhecer a união estável entre a parte autora e o falecido [nome do falecido], para fins previdenciários;
  2. Determinar ao INSS a concessão do benefício de pensão por morte à parte autora, com efeitos retroativos à data do requerimento administrativo;
  3. Condenar o INSS ao pagamento das parcelas vencidas, devidamente corrigidas e acrescidas de juros legais;
  4. Condenar o INSS ao pagamento de honorários advocatícios, fixados nos termos do CPC/2015, art. 85.

Conclusão

Por todo o exposto, voto pelo conhecimento do recurso e por sua procedência, reconhecendo a união estável entre a parte autora e o falecido, com a consequente concessão do benefício de pensão por morte.

É como voto.

[Local], [Data]

[Nome do Magistrado]
Juiz(a) Federal


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