Modelo de Ação Declaratória de Isenção de Imposto de Renda por Moléstia Grave com Pedido de Tutela de Urgência e Repetição de Indébito Contra a União Federal

Publicado em: 26/03/2025 CivelProcesso Civil
Ação judicial proposta por aposentado portador de moléstia grave, fundamentada na Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV e no CPC/2015, visando à isenção de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), suspensão imediata da cobrança por meio de tutela de urgência e restituição dos valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos. A demanda é movida contra a União Federal, destacando-se a apresentação de documentos médicos comprobatórios, a aplicação da Súmula 598/STJ e a jurisprudência favorável à dispensa de laudo oficial.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA FEDERAL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE [LOCALIDADE]

Distribuição por dependência, com pedido de tutela de urgência

Nome do Autor: J. M. da S., brasileiro, viúvo, aposentado, portador do CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, residente e domiciliado na Rua X, nº Y, Bairro Z, Cidade W, Estado Q, CEP XXXXX-XXX, endereço eletrônico: [email protected].

Nome do Réu: UNIÃO FEDERAL, pessoa jurídica de direito público, representada pela Procuradoria da Fazenda Nacional, com endereço na Rua X, nº Y, Bairro Z, Cidade W, Estado Q, CEP XXXXX-XXX, endereço eletrônico: [email protected].

PREÂMBULO

O Autor, por intermédio de seu advogado, com fundamento no CPC/2015, art. 319 e seguintes, na Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV, e demais dispositivos legais aplicáveis, vem à presença de Vossa Excelência propor a presente:

AÇÃO DECLARATÓRIA DE ISENÇÃO DE IMPOSTO DE RENDA CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO

em face da UNIÃO FEDERAL, pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

DOS FATOS

O Autor, atualmente com 95 anos de idade, é aposentado e sofre de hipertensão arterial grave, além de outras condições de saúde que agravam seu quadro clínico. O Autor já foi submetido a diversos procedimentos médicos invasivos, incluindo:

  • Colocação de prótese na artéria cava;
  • Implantação de marca-passo;
  • Duas intervenções para colocação de stents.

Essas condições configuram moléstia grave, conforme previsto na Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV, que prevê a isenção do Imposto de Renda para aposentados acometidos por doenças graves.

Apesar de sua condição de saúde, o Autor continua sendo tributado pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), o que lhe causa prejuízo financeiro e afronta seu direito à isenção tributária.

DO DIREITO

A Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV, garante a isenção do Imposto de Renda para aposentados acometidos por moléstias graves, incluindo cardiopatias graves, condição que abrange o quadro clínico do Autor. A jurisprudência consolidada do STJ, por meio da Súmula 598/STJ, dispensa a necessidade de laudo médico oficial, desde que os documentos apresentados sejam suficientes para comprovar a moléstia.

O Autor apresenta relatórios médicos, laudos e exames que confirmam sua condição de saúde, sendo desnecessário qualquer procedimento administrativo ou laudo oficial para a concessão da isenção.

Ademais, o CPC/2015, art. 300, prevê a concessão de tutela de urgência quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou o risco ao resultado útil do processo. No caso em tela, a continuidade da cobrança do IRRF representa grave prejuízo ao Autor, que depende de sua renda para custear tratamentos médicos e medicamentos.

JURISPRUDÊNCIAS

Destacam-se os seguintes precedentes que corroboram o direito do Autor:

1. RECURSO INOMINADO

Ementa: Autor acometida por moléstia grave. Cardiopatia grave. Pretensão de isenção de IRPF, nos termos da Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV. Cabimento. Desnecessidade de laudo pericial oficial, se provas juntadas nos autos forem suficientes para formar o convencimento do magistrado. Inteligência da Súmula 598/STJ, que afasta a exigência da Lei 9.250/1995, art. 30 em Juízo. Relatórios juntados aos autos compro"'>...

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Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de Ação Declaratória de Isenção de Imposto de Renda Cumulada com Repetição de Indébito, proposta por J. M. da S., aposentado, portador de cardiopatia grave, em face da União Federal. O autor busca a isenção do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com base na Lei 7.713/1988, art. 6º, inciso XIV, bem como a repetição do indébito referente aos valores recolhidos indevidamente nos últimos cinco anos.

Em sede de tutela de urgência, o autor requer a suspensão imediata da cobrança do IRRF sobre seus proventos, alegando prejuízo financeiro e risco de dano irreparável.

Fundamentação

1. Dos Fatos e Documentos Apresentados

O autor, atualmente com 95 anos, apresenta quadro clínico de hipertensão arterial grave, além de ter sido submetido a intervenções médicas invasivas, como colocação de prótese na artéria cava, marca-passo e stents. Essa condição é caracterizada como moléstia grave, nos termos da Lei 7.713/1988, art. 6º, inciso XIV, que prevê a isenção do IRPF para aposentados acometidos por doenças graves.

O autor anexou aos autos relatórios médicos e laudos que comprovam sua condição de saúde, nos termos da Súmula 598/STJ, que dispensa a exigência de laudo oficial desde que os documentos apresentados sejam suficientes para comprovar a moléstia.

2. Do Direito

A Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV, é clara ao prever a isenção do imposto de renda para aposentados acometidos por moléstias graves. A jurisprudência consolidada do STJ, por meio da Súmula 598/STJ, reforça que não é exigível laudo médico oficial, desde que a documentação apresentada seja apta a formar o convencimento do magistrado.

Além disso, o CPC/2015, art. 300, prevê a concessão de tutela de urgência quando houver elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo. No caso em análise, ficou demonstrada a probabilidade do direito do autor à isenção, bem como o risco de dano financeiro grave, considerando sua idade avançada e necessidade de recursos para custear tratamentos médicos.

3. Jurisprudência Aplicável

Os precedentes apresentados corroboram o entendimento de que a isenção do IRPF é devida nas hipóteses previstas em lei, sendo dispensável a apresentação de laudo oficial quando os documentos médicos apresentados são suficientes. Destaco os seguintes julgados:

  • Recurso Inominado: TJSP (1ª Turma Recursal de Fazenda Pública) - Recurso Inominado Cível Acórdão/TJSP - Rel. Des. José Evandro Mello Costa.
  • Agravo de Instrumento: TJRJ (Quarta Câmara de Direito Público) - Agravo de Instrumento Acórdão/TJRJ - Rel. Des. Claudio Brandão de Oliveira.
  • Agravo de Instrumento: TJRJ (Quinta Câmara de Direito Público) - Agravo de Instrumento Acórdão/TJRJ - Rel. Des. Rose Marie Pimentel Martins.

4. Do Pedido de Tutela de Urgência

Analisando os requisitos do CPC/2015, art. 300, verifica-se que o autor demonstrou a probabilidade do direito e o perigo de dano irreparável, razão pela qual entendo ser cabível a concessão da tutela de urgência para suspender a cobrança do IRRF.

Conclusão e Voto

Diante do exposto, com fundamento na CF/88, art. 93, inciso IX, voto no sentido de:

  1. Conceder a tutela de urgência para suspender imediatamente a cobrança do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre os proventos do autor;
  2. Julgar procedente a ação para declarar o direito do autor à isenção do IRPF, com base na Lei 7.713/1988, art. 6º, XIV;
  3. Condenar a União Federal à repetição do indébito referente aos valores indevidamente recolhidos nos últimos cinco anos, acrescidos de juros e correção monetária;
  4. Condenar a União Federal ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, nos termos da legislação vigente.

É como voto.

[Localidade], [Data]

Magistrado: [Nome do Magistrado]


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