Modelo de Alegações Finais Requerendo Absolvição em Processo Penal por Ameaça e Porte Ilegal de Arma de Fogo

Publicado em: 25/03/2025 Direito Penal Processo Penal
Documento de alegações finais apresentado pela defesa do acusado A. J. dos S., com base no CPP, art. 403, § 3º , requerendo a absolvição pelos crimes de ameaça (CP, art. 147, § 1º) e porte ilegal de arma de fogo (Lei 10.826/2003, art. 14). A defesa fundamenta o pedido na ausência de dolo, insuficiência de provas e aplicação do princípio do in dubio pro reo, com base em jurisprudências pertinentes.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE __________

Processo nº: __________

Nome do Acusado: A. J. dos S.

ALEGAÇÕES FINAIS

Por intermédio de seu advogado, devidamente constituído nos autos, vem o acusado, com fundamento no CPP, art. 403, § 3º, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS nos seguintes termos:

PREÂMBULO

O acusado foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no CP, art. 147, § 1º e na Lei 10.826/2003, art. 14, sob a alegação de que teria ameaçado a vítima e portado ilegalmente uma arma de fogo. Contudo, conforme será demonstrado, não há nos autos elementos suficientes para sustentar a condenação, devendo ser reconhecida a sua absolvição.

DOS FATOS

Conforme narrado na denúncia, o acusado A. J. dos S. teria, em companhia de outro indivíduo, ameaçado a vítima e portado uma arma de fogo sem autorização legal. No entanto, a realidade dos fatos é diversa.

O acusado apenas acompanhou o outro denunciado, sem qualquer intenção de causar ameaça ou de portar arma de fogo. A arma mencionada nos autos foi levada pelo acusado a pedido do outro denunciado, sem que houvesse qualquer intenção dolosa por parte de A. J. dos S. de utilizá-la para fins ilícitos.

Ademais, o acusado não proferiu palavras ou realizou gestos que pudessem ser interpretados como ameaça à vítima, limitando-se a estar presente no local dos fatos.

DO DIREITO

1. DA AUSÊNCIA DE DOLO NA CONDUTA DO ACUSADO

O dolo, entendido como a vontade livre e consciente de praticar a conduta típica, é elemento essencial para a configuração dos crimes imputados ao acusado. No caso em tela, não há qualquer prova de que A. J. dos S. tenha agido com intenção de ameaçar a vítima ou de portar a arma de fogo de forma ilícita.

No que tange ao crime de ameaça (CP, art. 147, § 1º), a conduta do acusado não se enquadra no tipo penal, pois não houve qualquer manifestação verbal ou gestual que pudesse ser interpretada como ameaça. A simples presença do acusado no local dos fatos, sem qualquer ação concreta que demonstre a intenção de intimidar a vítima, não é suficiente para configurar o delito.

Quanto ao crime de porte ilegal de arma de fogo (Lei 10.826/2003, art. 14), é imprescindível que o agente tenha a intenção de portar a arma de forma ilícita. No caso em questão, o acusado apenas transportou a arma a pedido do outro denunciado, sem qualquer intenção de u"'>...

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Informações complementares

Segue abaixo a simulação de um voto de magistrado, estruturado em formato HTML, com base no documento jurídico apresentado:

Simulação de Voto

Voto do Magistrado

Processo nº: __________

Nome do Acusado: A. J. dos S.

Análise Hermenêutica

Nos termos da CF/88, art. 93, inciso IX, passo a fundamentar o presente voto, considerando os fatos narrados nos autos e a interpretação jurídica que deles decorre.

1. Dos Fatos

O acusado, A. J. dos S., foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos no CP, art. 147, § 1º (ameaça) e na Lei 10.826/2003, art. 14 (porte ilegal de arma de fogo). Consta na denúncia que teria ameaçado a vítima e portado ilegalmente uma arma de fogo. Contudo, conforme apurado nos autos, a realidade dos fatos não corrobora integralmente a narrativa acusatória.

De acordo com as alegações finais da Defesa, o acusado não agiu com dolo, limitando-se a transportar a arma a pedido de outrem, sem intenção de utilizá-la de forma ilícita, tampouco há provas robustas de que tenha proferido palavras ou realizado gestos configuradores do crime de ameaça.

2. Do Direito

2.1. Ausência de Dolo na Conduta do Acusado

O dolo, elemento essencial para a configuração das condutas típicas imputadas ao acusado, não está demonstrado nos autos. No que tange ao crime de ameaça (CP, art. 147, § 1º), não há evidências de que o acusado tenha proferido palavras ou realizado gestos intimidatórios. A mera presença no local dos fatos, por si só, não é suficiente para caracterizar o delito.

Quanto ao crime de porte ilegal de arma de fogo (Lei 10.826/2003, art. 14), é necessário que o agente tenha a intenção de portar a arma de forma ilícita. No presente caso, o transporte da arma foi realizado a pedido de terceiro e sem intenção dolosa por parte do acusado, afastando-se, portanto, a tipicidade da conduta.

2.2. Princípio do In Dubio Pro Reo

O princípio do in dubio pro reo, consagrado no CPP, art. 386, VII, impõe que, diante da ausência de provas suficientes para a condenação, deve prevalecer a absolvição do acusado. O conjunto probatório dos autos é insuficiente para comprovar, além de qualquer dúvida razoável, a prática dos crimes imputados.

3. Das Jurisprudências

Em consonância com o entendimento jurisprudencial, destaco os seguintes precedentes:

  • TJSP, Apelação Criminal Acórdão/TJSP: “A ausência de elementos técnicos e a fragilidade das provas testemunhais inviabilizam a condenação. O princípio do in dubio pro reo deve ser aplicado em casos de dúvida razoável sobre a autoria e materialidade do delito.”
  • TJRJ, Apelação Acórdão/TJRJ: “A prova oral colhida sob o crivo do contraditório e da ampla defesa deve ser consistente para sustentar a condenação. Na ausência de elementos probatórios robustos, impõe-se a absolvição.”
  • RHC Acórdão/STJ: “O delito de porte ilegal de arma de fogo exige a demonstração do dolo genérico, sendo insuficiente a mera posse da arma sem comprovação de intenção ilícita.”

Conclusão

Ante o exposto, em atenção aos princípios constitucionais e legais que regem o processo penal, VOTO no sentido de dar procedência ao pedido da Defesa e, por conseguinte:

  1. Absolver o acusado quanto ao crime de ameaça (CP, art. 147, § 1º), com fundamento no CPP, art. 386, VII, pela ausência de dolo e insuficiência de provas;
  2. Absolver o acusado quanto ao crime de porte ilegal de arma de fogo (Lei 10.826/2003, art. 14), com fundamento no CPP, art. 386, VII, pela ausência de dolo e insuficiência de provas;
  3. Determinar o arquivamento do processo, com a respectiva comunicação às autoridades competentes.

Dispositivo

Assim, julgo procedente o pleito defensivo, com base na análise hermenêutica dos fatos e fundamentos jurídicos apresentados.

É como voto.

Local e data,

______________________________

Magistrado

Essa simulação de voto segue a lógica de um magistrado ao julgar um caso, considerando os fatos, o direito aplicável, os princípios constitucionais e a jurisprudência pertinente. O voto é fundamentado e estruturado de acordo com os padrões de decisão judicial.


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