Modelo de Manifestação sobre Alienação Parental e Regulamentação de Visitas em Ação de Direito de Família

Publicado em: 08/08/2024 Familia
Petição intermediária apresentada em ação de Direito de Família, com fundamento no CPC/2015, art. 319, e na Lei 12.318/2010, visando à regulamentação do direito de visitas do genitor e à análise de práticas de alienação parental. A peça destaca a importância do melhor interesse da criança, conforme preconizado pela Constituição Federal de 1988, art. 227, e pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, art. 19, com pedidos de estudo psicossocial, fixação de condições de visitas e aplicação de medidas judiciais para coibir condutas prejudiciais ao vínculo familiar.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE [LOCALIDADE]

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

REQUERENTE: [NOME COMPLETO DO REQUERENTE]

REQUERIDO: [NOME COMPLETO DO REQUERIDO]

PEÇA INTERMEDIÁRIA

Por intermédio de seu advogado, conforme instrumento de mandato anexo, com endereço profissional indicado para fins de intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no CPC/2015, art. 319, apresentar a presente:

MANIFESTAÇÃO SOBRE ALIENAÇÃO PARENTAL E REGULAMENTAÇÃO DE VISITAS

nos autos da Ação de [INSERIR TIPO DE AÇÃO], em trâmite perante este Douto Juízo, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos:

PREÂMBULO

O presente pedido visa a proteção do melhor interesse da criança, conforme preconizado pela CF/88, art. 227, caput, e pelo ECA, art. 19, assegurando o direito à convivência familiar e ao desenvolvimento saudável da menor envolvida. A presente manifestação busca a regulamentação das visitas e a análise de indícios de alienação parental, de modo a preservar os direitos e o bem-estar da criança.

DOS FATOS

O Requerente e a Requerida mantiveram união estável por [INSERIR TEMPO], da qual resultou o nascimento da menor [NOME DA CRIANÇA], atualmente com [IDADE]. Após a dissolução da união, a guarda da menor foi atribuída à Requerida, sendo estabelecido o direito de visitas ao Requerente.

Contudo, o Requerente tem enfrentado dificuldades no exercício de seu direito de visitas, em razão de reiteradas condutas da Requerida que configuram indícios de alienação parental, tais como:

  • Impedimento injustificado das visitas previamente acordadas;
  • Comentários depreciativos sobre o Requerente na presença da menor;
  • Influência negativa sobre a criança, gerando afastamento emocional.

Além disso, a ausência de uma regulamentação clara e objetiva das visitas tem gerado conflitos constantes entre as partes, prejudicando o convívio saudável entre o Requerente e a menor.

DO DIREITO

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 227, caput, estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar e ao desenvolvimento integral. O ECA, art. 19, reforça esse direito, determinando que a criança deve ser criada e educada no seio de sua família, garantindo-se o convívio com ambos os genitores.

A alienação parental é definida pela Lei 12.318/2010 como a interferência na formação psicológica da criança para que repudie um dos genitores ou cause prejuízo ao vínculo com este. O art. 6º da referida lei prevê medidas judiciais para coibir tal prática, incluindo a regulamentação de visitas e a imposição de sanções ao genitor alienador.

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
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VOTO DO MAGISTRADO

Trata-se de análise judicial onde se discute a regulamentação de visitas e a ocorrência de alienação parental, com base nos fatos apresentados pelas partes e nos fundamentos constitucionais e legais aplicáveis ao caso.

1. Contextualização dos Fatos

O presente processo envolve a dissolução de união estável entre o Requerente e a Requerida, da qual resultou o nascimento da menor [NOME DA CRIANÇA], atualmente com [IDADE]. Após a dissolução, a guarda da menor foi atribuída à Requerida, com direito de visitas ao Requerente.

Contudo, o Requerente alega que a Requerida tem praticado condutas que configuram alienação parental, como impedimento das visitas, comentários depreciativos e influência negativa na formação da menor, causando prejuízo ao vínculo entre pai e filha. Além disso, a ausência de regulamentação das visitas tem gerado conflitos entre as partes.

2. Fundamentação Jurídica

A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 227, caput, estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, com absoluta prioridade, o direito à convivência familiar e ao desenvolvimento integral. O mesmo princípio é reforçado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em seu artigo 19.

A prática de alienação parental, conforme definida pela Lei 12.318/2010, constitui interferência na formação psicológica da criança com o objetivo de afastá-la de um dos genitores. O artigo 6º da referida lei prevê medidas judiciais para coibir tais práticas, incluindo a regulamentação das visitas e a aplicação de sanções ao genitor alienador.

Destaca-se também que, no julgamento de questões relativas à guarda e convivência familiar, o princípio do melhor interesse da criança deve prevalecer, conforme amplamente consolidado na jurisprudência pátria.

3. Análise Hermenêutica

Com base nos elementos apresentados, verifica-se que as alegações do Requerente são amparadas por indícios suficientes para justificar a intervenção judicial, especialmente no que diz respeito à necessidade de regulamentação do direito de visitas e à análise de possíveis práticas de alienação parental.

As condutas descritas pela Requerida, caso confirmadas, violam os direitos fundamentais da criança e prejudicam o vínculo familiar com o genitor, configurando afronta ao disposto na CF/88, art. 227, e na Lei 12.318/2010.

4. Decisão

Ante o exposto, com fundamento na CF/88, art. 93, IX, e considerando os princípios do melhor interesse da criança e da convivência familiar, voto no sentido de dar procedência parcial ao pedido do Requerente, nos seguintes termos:

  1. Determino a regulamentação do direito de visitas do Requerente, fixando horários e condições adequadas ao melhor interesse da menor;
  2. Determino a realização de estudo psicossocial para análise da convivência familiar e identificação de possíveis práticas de alienação parental;
  3. Determino que a Requerida se abstenha de praticar condutas que possam prejudicar o vínculo entre o Requerente e a menor;
  4. Advirto que, caso constatada a prática de alienação parental, poderão ser aplicadas as medidas previstas na Lei 12.318/2010, art. 6º, com vistas a preservar os direitos da criança.

Por fim, determino a designação de audiência de conciliação, nos termos do CPC/2015, art. 319, VII, objetivando alcançar uma solução consensual entre as partes, em benefício da menor envolvida.

5. Conclusão

Assim, voto por conhecer o recurso interposto e dar-lhe parcial provimento, nos termos da fundamentação acima.

[NOME DO MAGISTRADO]

Juiz(a) de Direito


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