Modelo de Pedido de Habeas Corpus com Liminar para Revogação da Prisão Preventiva e Desclassificação de Crime em Contexto de Violência Doméstica

Publicado em: 22/07/2024 Direito Penal
Petição de habeas corpus apresentada com pedido liminar em favor de réu primário acusado de tentativa de homicídio em contexto de violência doméstica, requerendo a revogação da prisão preventiva com base na ausência de fundamentação idônea e proporcionalidade, bem como a desclassificação do crime para lesão corporal grave. O documento argumenta a suficiência de medidas cautelares diversas da prisão e apresenta jurisprudências que corroboram a tese defensiva.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE __________

URGENTE – RÉU PRESO

PREÂMBULO

Impetrante: Nome completo do advogado ou defensor público, inscrito na OAB sob o nº ________, com endereço profissional na Rua ________, nº ____, Bairro ________, Cidade ________, Estado ________, CEP ________, e endereço eletrônico ________.

Paciente: R. P. de S., brasileiro, solteiro, profissão ________, portador do RG nº ________ e CPF nº ________, residente e domiciliado na Rua ________, nº ____, Bairro ________, Cidade ________, Estado ________, CEP ________.

Autoridade Coatora: Nome do Juiz ou Tribunal que decretou a prisão preventiva.

Nos termos do art. 5º, LXVIII, da Constituição Federal de 1988 e dos arts. 647 e 648 do CPP, vem o impetrante, respeitosamente, perante Vossa Excelência, impetrar o presente

HABEAS CORPUS

com pedido liminar em favor de R. P. de S., atualmente preso preventivamente, apontando como autoridade coatora o MM. Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca de __________, pelos fundamentos de fato e de direito a seguir expostos.

DOS FATOS

O paciente, réu primário e possuidor de bons antecedentes, foi preso preventivamente sob a acusação de tentativa de homicídio em contexto de violência doméstica, nos termos da Lei 11.340/06 (Lei Maria da Penha). Segundo os autos, o fato ocorreu em ________, quando, em uma discussão com sua companheira, teria desferido golpes que, embora graves, não resultaram em risco de morte, conforme atestado médico que indica que a vítima foi medicada e encontra-se fora de perigo.

A defesa entende que a conduta imputada ao paciente pode ser desclassificada para o crime de lesão corporal grave (CP, art. 129, §1º), considerando a ausência de dolo de matar e o contexto dos fatos. Ademais, a prisão preventiva carece de fundamentação idônea, sendo desproporcional e desnecessária, especialmente diante da possibilidade de aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, previstas no CPP, art. 319.

DO DIREITO

A prisão preventiva, medida de caráter excepcional, deve obedecer aos requisitos previstos no CPP, art. 312, quais sejam: garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal. No caso em tela, não há elementos concretos que justifiquem a manutenção da segregação cautelar do paciente.

O paciente é réu primário, possui bons antecedentes, endereço fixo e ocupação lícita, características que afastam o risco de fuga ou de reitera�"'>...

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Considerações Iniciais

Trata-se de habeas corpus com pedido liminar, impetrado em favor de R. P. de S., atualmente preso preventivamente sob acusação de tentativa de homicídio em contexto de violência doméstica. A defesa aponta ausência de fundamentação idônea para a prisão preventiva e sugere a aplicação de medidas cautelares diversas, nos termos do art. 319 do Código de Processo Penal (CPP). Alega ainda que os fatos demonstram a possibilidade de desclassificação do crime para lesão corporal grave (CP, art. 129, §1º).

Dos Fatos

O paciente, réu primário, foi preso preventivamente sob a acusação de tentativa de homicídio, decorrente de uma discussão com sua companheira. Segundo consta nos autos, os golpes desferidos, embora graves, não implicaram risco de morte à vítima, conforme atestado médico. A defesa sustenta que a conduta imputada pode ser desclassificada para lesão corporal grave, argumentando a ausência de dolo de matar e a desnecessidade da prisão preventiva.

Do Direito

A prisão preventiva, como medida cautelar de caráter excepcional, encontra-se disciplinada no art. 312 do CPP. Deve, para sua decretação ou manutenção, observar a presença dos requisitos específicos, como a garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal ou a segurança da aplicação da lei penal.

No caso em análise, o paciente possui condições pessoais favoráveis, sendo réu primário, com bons antecedentes, endereço fixo e ocupação lícita, o que mitiga a possibilidade de reiteração criminosa ou fuga. Ademais, a gravidade abstrata do delito, por si só, não justifica a manutenção da prisão preventiva, conforme reiterado pelos Tribunais Superiores.

A análise dos fatos e do laudo médico aponta a ausência de dolo específico de matar, permitindo a desclassificação da conduta para lesão corporal grave (CP, art. 129, §1º). Nesse contexto, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, previstas no art. 319 do CPP, revela-se suficiente e proporcional.

Fundamentação Constitucional e Legal

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, incisos LXVI e LXVIII, assegura que ninguém será mantido preso quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança, e garante o direito ao habeas corpus como instrumento de proteção da liberdade de locomoção contra ilegalidade ou abuso de poder.

O art. 93, IX, da CF/88 exige que todas as decisões judiciais sejam devidamente fundamentadas, sob pena de nulidade. No presente caso, a prisão preventiva não foi devidamente justificada, carecendo de elementos concretos que demonstrem a necessidade da segregação cautelar.

A aplicação de medidas cautelares diversas da prisão encontra respaldo no art. 319 do CPP, sendo medida mais adequada e proporcional diante das circunstâncias do caso concreto.

Conclusão e Voto

Diante do exposto, conheço do presente habeas corpus e voto pela concessão da ordem, para:

  1. Revogar a prisão preventiva do paciente R. P. de S.;
  2. Substituir a prisão preventiva por medidas cautelares previstas no art. 319 do CPP, tais como comparecimento periódico em juízo e proibição de se aproximar da vítima;
  3. Determinar a reavaliação da tipificação penal, considerando a possibilidade de desclassificação do crime para lesão corporal grave (CP, art. 129, §1º).

Por fim, determino a notificação da autoridade coatora para cumprimento imediato desta decisão.

Termos Finais

Este é o meu voto, devidamente fundamentado nos princípios constitucionais e legais aplicáveis ao caso. A decisão aqui proferida busca harmonizar os direitos fundamentais do paciente com a proteção da ordem pública e a efetividade do processo penal.

Local e data.

____________________________
Magistrado
Vara Criminal da Comarca de __________


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