Modelo de Pedido de Prisão Preventiva por Descumprimento de Medidas Protetivas em Caso de Violência Doméstica contra Idosas

Publicado em: 21/02/2025 Consumidor Advogado Direito Penal Processo Penal
Manifestação processual apresentada em processo criminal que envolve violência doméstica e familiar contra duas vítimas idosas (Sra. G. e Sra. J.). O documento requer a decretação da prisão preventiva do agressor, C. Q. M., devido ao descumprimento reiterado de medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha (art. 24-A da Lei 11.340/2006). Fundamenta-se no artigo 312 do Código de Processo Penal, com base na necessidade de garantir a ordem pública e proteger a integridade física e psicológica das vítimas. Inclui registro de provas, jurisprudências pertinentes e solicitações detalhadas para a efetivação da medida.

Manifestação Processual

Preâmbulo

Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da ___ Vara Criminal da Comarca de ___.

Processo nº: ___

A vítima, Sra. G. e Sra. J., por meio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar a presente Manifestação Processual, nos autos da medida protetiva de urgência deferida em face do agressor C. Q. M., pelos fatos e fundamentos a seguir expostos.

Dos Fatos

Trata-se de caso de violência doméstica e familiar contra a mulher, em que as vítimas, Sra. G. (86 anos) e Sra. J., ambas idosas, vêm sofrendo reiteradas ameaças e intimidações por parte do agressor, C. Q. M., sobrinho e primo das vítimas, que reside em frente à casa destas.

Apesar das medidas protetivas de urgência deferidas por este juízo, determinando que o agressor mantenha distância mínima de 200 metros das vítimas e não entre em contato com estas por qualquer meio, o mesmo jamais cumpriu as determinações judiciais, permanecendo em sua residência e continuando a proferir ameaças.

Na data de ontem, o agressor, de dentro do pátio de sua casa, novamente ameaçou as vítimas, causando-lhes intenso temor e insegurança. Ressalte-se que o descumprimento das medidas protetivas está devidamente registrado por câmeras de segurança, que comprovam a conduta reiterada do agressor.

Do Direito

A conduta do agressor configura descumprimento das medidas protetivas de urgência, nos termos do art. 24-A da Lei 11.340/2006, que prevê como crime o descumprimento de decisão judicial que defere tais medidas. O referido dispositivo visa assegurar a eficácia das decisões judiciais e proteger a integridade física e psicológica das vítimas.

O descumprimento reiterado das medidas protetivas demonstra a insuficiência das medidas cautelares aplicadas, justificando a decretação da prisão preventiva do agressor, conforme previsto no CPP, art. 312, para garantia da ordem pública e proteção das vítimas.

Ademais, a manutenção do agressor em sua residência, localizada em fr"'>...

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Informações complementares

Simulação de Voto

Preâmbulo

Trata-se de Recurso interposto nos autos da medida protetiva de urgência deferida em face do Sr. C. Q. M., em razão das reiteradas ameaças e intimidações praticadas contra as vítimas, Sra. G. e Sra. J., idosas de 86 anos, conforme relatado neste processo.

Relatório

Consta nos autos que o agressor descumpriu as medidas protetivas anteriormente deferidas, que determinavam o afastamento mínimo de 200 metros das vítimas, bem como a proibição de contato por qualquer meio. As provas apresentadas incluem registros por câmeras de segurança que demonstram a conduta reiterada do agressor em desrespeito à decisão judicial.

Fundamentação

Dos Fatos e do Direito

A conduta do réu caracteriza violação às medidas protetivas de urgência, configurando crime previsto no art. 24-A da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), o qual determina que o descumprimento de decisão judicial proferida em tais casos constitui crime punível com detenção.

Ademais, o descumprimento reiterado das medidas protetivas demonstra a insuficiência das medidas cautelares anteriormente aplicadas, justificando, nos termos do art. 312 do Código de Processo Penal (CPP), a decretação da prisão preventiva do agressor. Tal medida mostra-se necessária para a garantia da ordem pública e a proteção das vítimas.

É fundamental destacar que a proximidade física entre o agressor e as vítimas, residindo ele em frente à casa destas, viola diretamente as determinações judiciais, expondo as vítimas a risco constante e afrontando a autoridade do Poder Judiciário.

Da Jurisprudência

A jurisprudência dos tribunais pátrios tem reiteradamente reconhecido a gravidade do descumprimento de medidas protetivas e a necessidade de medidas mais rigorosas nos casos de violência doméstica. Nesse sentido:

  • TJSP (13ª Câmara de Direito Criminal) - Habeas Corpus Criminal Acórdão/TJSP: \"A prisão preventiva em casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência é cabível e necessária quando demonstrada a gravidade concreta do fato e o risco à segurança da vítima.\"
  • TJSP (3ª Câmara de Direito Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: \"Crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência. O tipo penal do Lei 11.340/2006, art. 24-A, visa a assegurar o cumprimento das decisões judiciais que fixam medidas protetivas de urgência, cujo bem jurídico tutelado é a administração da justiça.\"
  • TJSP (4ª Câmara de Direito Criminal) - Apelação Criminal Acórdão/TJSP: \"Descumprimento de medidas protetivas de urgência previstas na Lei 11.340/2006. Autoria e materialidade comprovadas. Palavras incriminadoras da vítima e de testemunhas. Responsabilização inevitável.\"

Da Interpretação Constitucional e Legal

A Constituição Federal de 1988, em seu art. 93, IX, estabelece que todas as decisões judiciais devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade. Nesse contexto, a proteção da dignidade da pessoa humana (CF/88, art. 1º, III) e a prioridade na proteção dos direitos dos idosos (CF/88, art. 230) reforçam a necessidade de uma atuação firme do Estado em casos de violência doméstica e familiar.

A integridade física e psicológica das vítimas deve ser tutelada de forma prioritária, especialmente em situações de vulnerabilidade como a presente, em que a idade avançada das vítimas exige proteção imediata e efetiva.

Dispositivo

Diante do exposto, com fundamento no art. 93, IX, da Constituição Federal, bem como no art. 24-A da Lei 11.340/2006 e no art. 312 do Código de Processo Penal, voto no sentido de:

  1. Decretar a prisão preventiva de C. Q. M., para garantia da ordem pública, resguardo da integridade das vítimas e preservação da autoridade da decisão judicial anteriormente proferida.
  2. Determinar a imediata intimação das partes envolvidas acerca desta decisão.
  3. Autorizar a juntada das imagens das câmeras de segurança aos autos para reforço probatório.
  4. Expedir mandado de prisão, com acompanhamento policial para o cumprimento da ordem.

É como voto.

Termos Finais

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

Local e data.

___________________________
Magistrado
Juiz de Direito


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