Modelo de Recurso Ordinário contra Sentença Condenatória por Roubo com Base em Provas Insuficientes e Reconhecimento Fotográfico Irregular

Publicado em: 12/08/2024 Direito Penal Processo Penal
O presente documento trata de um Recurso Ordinário interposto contra uma sentença condenatória que imputou ao Recorrente a prática do crime de roubo (art. 157 do Código Penal). A defesa argumenta que a condenação foi fundamentada em provas frágeis e insuficientes, como o reconhecimento fotográfico realizado de forma irregular e depoimentos contraditórios de testemunhas, sem suporte probatório concreto. O recurso baseia-se na violação do princípio da presunção de inocência (art. 5º, LVII, da Constituição Federal) e no descumprimento das normas do art. 226 do Código de Processo Penal. Requer-se a reforma da sentença para absolvição do Recorrente ou, subsidiariamente, a anulação do julgamento com retorno dos autos à primeira instância.

RECURSO ORDINÁRIO

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ___

Processo nº: [inserir número do processo]

Recorrente: [Nome do recorrente, qualificação completa, CPF, endereço eletrônico]

Recorrido: Ministério Público

Advogado: [Nome do advogado, OAB/UF, endereço eletrônico]

PREÂMBULO

O Recorrente, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, interpor o presente RECURSO ORDINÁRIO, com fundamento no art. 593, inciso I, do Código de Processo Penal (CPP), em razão da sentença condenatória proferida nos autos, que carece de suporte probatório concreto para a condenação pelo crime de roubo, conforme os fatos e fundamentos a seguir expostos.

DOS FATOS

O Recorrente foi acusado de ter praticado o crime de roubo, tipificado no art. 157 do Código Penal (CP). A denúncia baseou-se, essencialmente, em um reconhecimento fotográfico realizado de forma irregular e em depoimentos contraditórios de testemunhas, sem que houvesse qualquer prova material que vinculasse o Recorrente à prática do delito.

Durante a instrução processual, não foram produzidas provas concretas que demonstrassem, de forma inequívoca, a autoria do crime por parte do Recorrente. Apesar disso, o juízo de primeira instância proferiu sentença condenatória, fundamentando-se exclusivamente em elementos frágeis e insuficientes.

DO DIREITO

A sentença condenatória proferida carece de suporte probatório suficiente, violando o princípio constitucional da presunção de inocência, previsto no art. 5º, inciso LVII, da Constituição Federal de 1988 (CF/88), que estabelece que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".

O reconhecimento fotográfico, utilizado como principal elemento de prova, não observou os requisitos previstos no art. 226 do Código de Processo Penal (CPP), que determina que o reconhecimento deve ser realizado de forma a garantir a confiabilidade do procedimento,"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares

Simulação de Voto

Voto do Magistrado

Excelentíssimos Senhores Desembargadores, submeto a este Egrégio Tribunal o voto em relação ao recurso ordinário interposto pelo Recorrente, no processo nº [inserir número do processo], contra a sentença condenatória proferida pelo Juízo de 1ª instância.

Dos Fatos

O Recorrente foi condenado em primeira instância pela suposta prática do crime de roubo, nos termos do art. 157 do Código Penal (CP). A condenação baseou-se em reconhecimento fotográfico realizado de forma irregular e em depoimentos contraditórios de testemunhas, sem provas materiais que vinculassem o Recorrente diretamente ao delito.

Durante a instrução processual, as provas apresentadas não foram suficientes para demonstrar de forma inequívoca a autoria do crime. Ainda assim, a sentença condenatória foi proferida com base em elementos frágeis e insuficientes.

Da Fundamentação Jurídica

Conforme o art. 93, inciso IX, da Constituição Federal de 1988 (CF/88), todas as decisões judiciais devem ser fundamentadas, sob pena de nulidade. Ao analisar o caso concreto, verifica-se que a sentença condenatória violou o princípio constitucional da presunção de inocência, previsto no art. 5º, inciso LVII, da CF/88, que estabelece que “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

O reconhecimento fotográfico, utilizado como principal prova, não observou os requisitos do art. 226 do Código de Processo Penal (CPP), que visa garantir a confiabilidade do procedimento. Ademais, o princípio do in dubio pro reo determina que, na ausência de provas concretas e inequívocas, a dúvida deve beneficiar o acusado.

A jurisprudência pátria é clara ao exigir que a condenação penal seja embasada em provas robustas e incontroversas. Em situações de fragilidade probatória, a absolvição do acusado é medida que se impõe.

Jurisprudência Aplicável

1. TJRJ (Primeira Câmara Criminal) - Recurso em Sentido Estrito Acórdão/TJRJ - RJ: Decisão reconhecendo a nulidade de reconhecimento fotográfico irregular, quando este é o único elemento probatório.

2. TJRJ (Oitava Câmara Criminal) - Recurso em Sentido Estrito Acórdão/TJRJ - RJ: Ausência de provas concretas inviabiliza a condenação, reafirmando o princípio do in dubio pro reo.

Do Voto

Diante do exposto, com fundamento nos princípios constitucionais e legais acima mencionados, voto pelo conhecimento do recurso ordinário, e no mérito, pela sua procedência, para reformar a sentença condenatória proferida em primeira instância e, consequentemente, absolver o Recorrente, com fundamento no art. 386, inciso VII, do Código de Processo Penal (CPP), em razão da insuficiência de provas concretas para a condenação.

Subsidiariamente, caso não seja este o entendimento deste Egrégio Tribunal, voto pela anulação da sentença e o retorno dos autos à primeira instância para a realização de nova instrução processual, com a observância dos requisitos legais.

Conclusão

Por estas razões, voto pela reforma da sentença condenatória, com a absolvição do Recorrente, ou, subsidiariamente, pela anulação do processo e retorno dos autos à origem.

É como voto.

[Local], [Data]

__________________________________________

Desembargador Relator


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