Modelo de Ação de Cobrança c/c Indenização por Danos Morais contra Advogados por Apropriação Indevida de Valores de Precatórios
Publicado em: 04/04/2025 CivelProcesso CivilConsumidorÉticaEXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA CÍVEL DA COMARCA DE ____________
A. J. dos S., brasileiro, viúvo, aposentado, portador do CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, RG nº X.XXX.XXX-XX SSP/XX, residente e domiciliado na Rua ____________, nº ___, Bairro ____________, CEP XXXXX-XXX, Cidade/UF, endereço eletrônico: [email protected], por seu advogado infra-assinado (instrumento de mandato anexo), com escritório profissional situado na Rua ____________, nº ___, Bairro ____________, CEP XXXXX-XXX, Cidade/UF, endereço eletrônico: [email protected], vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro no CCB/2002, art. 186 e CCB/2002, art. 927, na Lei 8.906/1994, art. 22, § 4º, e no CPC/2015, art. 319 e seguintes, propor a presente
AÇÃO DE COBRANÇA C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS
em face de C. E. da S., advogado, inscrito na OAB/XX sob o nº XXXXX, CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, com escritório profissional situado na Rua ____________, nº ___, Bairro ____________, CEP XXXXX-XXX, Cidade/UF, endereço eletrônico: [email protected], e M. F. de S. L., advogada, inscrita na OAB/XX sob o nº XXXXX, CPF nº XXX.XXX.XXX-XX, com escritório profissional situado na Rua ____________, nº ___, Bairro ____________, CEP XXXXX-XXX, Cidade/UF, endereço eletrônico: [email protected], pelos fatos e fundamentos jurídicos que passa a expor:
DOS FATOS
O Autor contratou os Réus, advogados regularmente inscritos na OAB, para representá-lo em diversas ações judiciais contra a Fazenda Pública, objetivando o recebimento de valores devidos a título de precatórios, decorrentes de ações ajuizadas desde o ano de 1983.
Os Réus, no exercício de seu munus público, levantaram diversos precatórios ao longo dos anos, compreendidos entre 1983 e 2023, sem, contudo, repassar os respectivos valores ao Autor, verdadeiro titular dos créditos.
O Autor, pessoa idosa e de pouca instrução, confiou integralmente nos profissionais que contratou, acreditando que os valores seriam repassados de forma correta e tempestiva. No entanto, após reiteradas tentativas de obter informações e esclarecimentos, restou evidente que os Réus se apropriaram indevidamente dos valores recebidos, frustrando a legítima expectativa do Autor e violando gravemente a relação de confiança estabelecida.
Tal conduta configura não apenas inadimplemento contratual, mas também ilícito civil, passível de reparação integral, inclusive por danos morais, dada a natureza da relação entre advogado e cliente, marcada por confiança, boa-fé e lealdade.
DO DIREITO
A Lei 8.906/1994, art. 22, § 4º dispõe que o advogado pode reter os valores recebidos em razão de seu trabalho, limitando-se ao valor dos honorários contratados ou sucumbenciais. No presente caso, os Réus não apenas retiveram valores superiores ao pactuado, como sequer prestaram contas ou repassaram qualquer quantia ao Autor, configurando apropriação indébita.
Nos termos do CCB/2002, art. 186, comete ato ilícito aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem. Já o CCB/2002, art. 927 do mesmo diploma prevê a obrigação de reparar o dano decorrente de ato ilícito.
Ademais, o CCB/2002, art. 205 estabelece o prazo prescricional de 10 (dez) anos para ações fundadas em direito pessoal, como é o caso da presente demanda. O termo inicial do prazo deve ser contado a partir da ciência do Autor sobre a apropriação indevida dos valores, conforme a Teoria da Actio Nata, amplamente reconhecida pela jurisprudência pátria.
O CPC/2015, art. 319, exige que a petição inicial contenha os fundamentos jurídicos do pedido, o que ora se cumpre, demonstrando-se a conduta ilícita dos Réus e o consequente dever de indenizar.
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