Modelo de Pedido de Revogação de Prisão Preventiva com Base no Art. 316, Parágrafo Único do CPP

Publicado em: 16/09/2024 Processo Civil Direito Penal Processo Penal
Requerimento de revogação da prisão preventiva, fundamentado na ausência de revisão periódica obrigatória conforme o art. 316, parágrafo único do CPP, bem como na inexistência de elementos que justifiquem a manutenção da custódia cautelar. O documento destaca a ilegalidade da prisão preventiva pelo descumprimento do prazo de 90 dias para reavaliação, apresenta jurisprudências pertinentes e propõe, subsidiariamente, a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, com base no art. 319 do CPP.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ª VARA CRIMINAL DA COMARCA DE ____________

Processo nº _____________

FULANO DE TAL, já qualificado nos autos do processo em epígrafe, por intermédio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fundamento no CPP, art. 316, parágrafo único, requerer a

REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA

pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

PREÂMBULO

O Requerente encontra-se preso preventivamente desde 06/09/2023, em razão de decisão que manteve sua custódia cautelar sob o fundamento do binômio fumus commissi delicti e periculum libertatis, este último baseado na garantia da ordem pública.

Contudo, durante o trâmite processual, houve flagrante descumprimento do disposto no CPP, art. 316, parágrafo único, uma vez que não foi realizada a revisão da necessidade da prisão preventiva no prazo de 90 dias, o que torna a manutenção da custódia ilegal.

DOS FATOS

O Requerente foi preso preventivamente em 06/09/2023, acusado de homicídio tentado triplamente qualificado. Após a denúncia, o juízo de origem, ao proferir a decisão de pronúncia, manteve a prisão preventiva com base na garantia da ordem pública.

Em 16/04/2024, foi interposto recurso em sentido estrito, que foi remetido ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). No entanto, por erro da secretaria, a ação penal continuou tramitando na vara de origem, sendo encaminhada ao TJMG somente em 15/09/2024, ou seja, 150 dias após o envio do recurso.

Durante esse período, não foi realizada a revisão obrigatória da prisão preventiva no prazo de 90 dias, conforme determina o CPP, art. 316, parágrafo único. Tal omissão configura flagrante ilegalidade, que deve ser imediatamente sanada por este juízo.

DO DIREITO

A prisão preventiva é medida de exceção, devendo ser decretada e mantida apenas quando presentes os requisitos previstos no CPP, art. 312, e desde que sua necessidade seja revisada periodicamente, conforme determina o CPP, art. 316, parágrafo único:

"Decretada a prisão preventiva, deverá o órgão emissor da decisão revisar a necessidade de sua manutenção a cada 90 (noventa) dias, mediante decisão fundamentada, de ofício, sob pena de tornar a prisão ilegal."

No caso em tela, a última decisão que manteve a prisão preventiva foi proferida na data de 16/04/2024, quando o recurso em sentido estrito foi encaminhado ao TJMG. Desde então, transcorreram mais de 150 dias sem que fosse realizada a revisão obrigatória, o que torna a prisão ilegal.

Ademais, o princípio da homogeneidade, amplamente reconhecido pela doutrina e jurisprudência, veda que a prisão preventiva seja mais gravosa do q"'>...

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Legislação e Jurisprudência sobre o tema
Informações complementares
Segue abaixo a simulação do voto do magistrado, estruturada em HTML, com base no documento jurídico apresentado:

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de pedido de revogação de prisão preventiva formulado por FULANO DE TAL, com fundamento no artigo 316, parágrafo único, do Código de Processo Penal, sob o argumento de que não houve a revisão periódica da necessidade da custódia cautelar no prazo de 90 dias, tornando-a ilegal.

O requerente encontra-se preso desde 06/09/2023 em razão de decisão que fundamentou a prisão preventiva no binômio fumus commissi delicti e periculum libertatis, sendo este último justificado na garantia da ordem pública. Contudo, transcorreram mais de 150 dias desde a última decisão que manteve a prisão preventiva, sem que tenha sido realizada a revisão obrigatória, conforme determina o artigo 316, parágrafo único, do CPP.

Além disso, o requerente alega possuir atestado de conduta carcerária favorável e invoca o princípio da homogeneidade, que veda que a prisão preventiva seja mais gravosa do que a eventual pena a ser aplicada.

Voto

Inicialmente, passo a analisar os fatos e fundamentos apresentados à luz da Constituição Federal de 1988 e da legislação infraconstitucional aplicável.

Do Direito

A prisão preventiva, por sua natureza excepcional, exige a observância estrita aos requisitos previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal, quais sejam, a garantia da ordem pública, da ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou segurança na aplicação da lei penal. Ademais, o artigo 316, parágrafo único, do CPP, determina expressamente que a manutenção da prisão preventiva seja revisada a cada 90 dias, de ofício, sob pena de torná-la ilegal:

"Decretada a prisão preventiva, deverá o órgão emissor da decisão revisar a necessidade de sua manutenção a cada 90 (noventa) dias, mediante decisão fundamentada, de ofício, sob pena de tornar a prisão ilegal."

No caso em análise, verifica-se que a última decisão que manteve a prisão preventiva do requerente foi proferida em 16/04/2024, tendo transcorrido mais de 150 dias sem que tenha sido efetivada qualquer revisão acerca da necessidade da custódia cautelar. Tal omissão, por si só, configura flagrante ilegalidade, que compromete a validade da prisão.

Ressalto ainda que o princípio da homogeneidade, amplamente reconhecido pela doutrina e jurisprudência, veda que a prisão preventiva seja mais severa do que a pena a ser imposta em caso de condenação. No presente caso, o requerente apresenta conduta carcerária favorável, o que reforça a desnecessidade de sua manutenção no cárcere.

Jurisprudência

A jurisprudência é clara ao afirmar que a ausência de revisão periódica da prisão preventiva acarreta sua ilegalidade. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes:

HABEAS CORPUS. Paciente preso por suposta infração aos arts. 180, caput, e 311, §2º, III, ambos do CP. Pretensão de revogação da prisão preventiva [...] Ordem concedida para substituir a prisão preventiva por medidas cautelares diversas.
TJRJ (QUARTA CÂMARA CRIMINAL) - HABEAS CORPUS Acórdão/TJRJ - Rel.: Des. Márcia Perrini Bodart
HABEAS CORPUS. Pedido de revogação da prisão preventiva, sob a alegação de ausência dos requisitos legais. [...] Custódia cautelar deve restringir-se à extrema necessidade. Ordem parcialmente concedida.
TJRJ (QUINTA CÂMARA CRIMINAL) - HABEAS CORPUS Acórdão/TJRJ - Rel.: Des. Cairo Ítalo França David

Conclusão

Diante do exposto, conheço do pedido formulado e voto pela procedência do pleito, para revogar a prisão preventiva do requerente, determinando a expedição do competente alvará de soltura. Subsidiariamente, caso entenda este egrégio tribunal, voto pela aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal.

É como voto.

Local e data.

___________________________
Nome do Magistrado
Cargo

Essa simulação de voto segue a estrutura de um magistrado, abordando os fatos, fundamentos jurídicos, jurisprudências e conclusão do voto. O documento está devidamente formatado em HTML para fins de organização e apresentação.

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