Modelo de Ação de Reconhecimento de União Estável Post Mortem C/C Legalização de Posse de Imóvel - Pleito de Viúva e Filhas Menores Contra Herdeiros Necessários
Publicado em: 29/03/2025 CivelProcesso Civil Familia SucessãoEXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE ANANINDEUA – ESTADO DO PARÁ
Distribuição por dependência
KSF, brasileira, viúva, portadora do RG nº __________ e do CPF nº __________, residente e domiciliada na Rua __________, nº __________, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, endereço eletrônico __________, e suas filhas, [NOME COMPLETO DAS FILHAS], menores impúberes, representadas por sua genitora, vêm, por intermédio de seu advogado, com endereço profissional na Rua __________, nº __________, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, endereço eletrônico __________, com fulcro no CCB/2002, art. 1.723 e seguintes do Código Civil, bem como no CPC/319, art. 319, propor a presente:
AÇÃO DE RECONHECIMENTO DE UNIÃO ESTÁVEL POST MORTEM C/C LEGALIZAÇÃO DE POSSE DE IMÓVEL
Em face de:
[NOME DOS HERDEIROS NECESSÁRIOS OU INTERESSADOS], qualificados como __________, residentes e domiciliados na Rua __________, nº __________, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, endereço eletrônico __________, pelos motivos de fato e de direito a seguir expostos:
PREÂMBULO
Conforme preceitua o CPC/2015, art. 319, a presente peça processual visa ao reconhecimento judicial da união estável entre a Autora e o falecido JACINTO ANTÔNIO ARAÚJO DE BARROS, bem como à regularização da posse e propriedade do imóvel situado na Rua __________, nº __________, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, em nome da companheira e das filhas, herdeiras legítimas.
DOS FATOS
A Autora conviveu em união estável com o falecido JACINTO ANTÔNIO ARAÚJO DE BARROS por 18 (dezoito) anos, conforme consta na Escritura Pública Declaratória de União Estável, lavrada no 2º Tabelionato de Notas, Protestos e Registro Civil de Ananindeua, Estado do Pará, em 17 de março de 2025. Durante a convivência, o casal constituiu família, tendo duas filhas, menores de idade.
O falecido veio a óbito em 21 de dezembro de 2024, deixando como herança o imóvel situado na Rua __________, nº __________, Bairro __________, Cidade __________, Estado __________, adquirido durante a união estável, mas registrado apenas em seu nome.
A Autora e suas filhas, legítimas herdeiras, buscam o reconhecimento da união estável post mortem e a regularização da posse e propriedade do referido imóvel, garantindo a segurança jurídica e o direito sucessório.
DO DIREITO
A CF/88, art. 226, §3º, reconhece a união estável como entidade familiar, conferindo-lhe proteção especial. O CCB/2002, art. 1.723, estabelece que a união estável é configurada pela convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituição de família.
No caso em tela, a convivência entre a"'>...