Modelo de Ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável Post Mortem com Apresentação de Alegações Finais

Publicado em: 02/04/2025 Processo Civil Familia
Petição de alegações finais apresentada em ação de reconhecimento e dissolução de união estável post mortem, movida por T. M. S. da S. contra R. F. S. T., herdeiro do falecido R. P. T. N. O documento fundamenta-se no CPC/2015, art. 364 e trata do reconhecimento da união estável entre a autora e o falecido, comprovada por convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituir família. São utilizados fundamentos jurídicos, jurisprudências e pedidos para o reconhecimento da união estável, condenação do requerido a custas e honorários e a expedição de ofícios para registros legais.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ___ VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE ____________

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

T. M. S. DA S., já qualificada nos autos da presente AÇÃO DE RECONHECIMENTO E DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL POST MORTEM, que move em face de R. F. S. T., herdeiro do falecido R. P. T. N., por intermédio de seu advogado que esta subscreve, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, apresentar suas ALEGAÇÕES FINAIS, com fulcro no CPC/2015, art. 364, pelos fatos e fundamentos jurídicos que passa a expor:

DOS FATOS

A Autora conviveu em união estável com o falecido R. P. T. N. por aproximadamente seis anos, de forma pública, contínua e com o objetivo de constituir família. Durante esse período, o casal compartilhou uma vida em comum, residindo no mesmo endereço, participando de eventos familiares e sociais como companheiros, além de dividir responsabilidades financeiras e emocionais.

O falecimento do Sr. R. ocorreu em 20 de maio de 2023, momento em que a Autora viu-se desamparada, tanto emocional quanto materialmente, uma vez que o casal não formalizou juridicamente a união estável em vida. Apesar disso, a relação entre ambos era amplamente reconhecida por familiares, amigos e vizinhos.

O Requerido, herdeiro do falecido, contesta o reconhecimento da união estável, alegando que o relacionamento não preenchia os requisitos legais. Contudo, as provas documentais e testemunhais produzidas nos autos confirmam a convivência pública, contínua e duradoura entre a Autora e o falecido, com o objetivo de constituir família.

DO DIREITO

A união estável é reconhecida como entidade familiar pela CF/88, art. 226, § 3º, que dispõe: "Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento".

O CCB/2002, art. 1.723, estabelece os requisitos para a configuração da união estável: convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituir família. No presente caso, todos esses elementos foram devidamente comprovados pela Autora.

Além disso, o Requerido não trouxe aos autos qualquer prova capaz de desconstituir os fatos alegados pela Autora. A ausência de elementos impeditivos, modificativos ou extintivos do direito da Autora reforça a procedência do pedido.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já consolidou o entendimento de que a união estável pode ser reconhecida mesmo na ausência de formalização documental, desde que comprovada por me"'>...

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Informações complementares

Segue abaixo a Simulação de um voto do magistrado, estruturada em HTML conforme sua solicitação:

Simulação de Voto

Voto do Magistrado

Processo nº: [INSERIR NÚMERO DO PROCESSO]

Trata-se de Ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável Post Mortem ajuizada por T. M. S. da S., em face de R. F. S. T., herdeiro do falecido R. P. T. N.

Relatório

A Autora pleiteia o reconhecimento e a dissolução de união estável que teria mantido com o falecido por aproximadamente seis anos, alegando convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família. O Requerido, por sua vez, contesta o pedido, afirmando que a relação não preenchia os requisitos legais para configuração da união estável, conforme estabelecido no CCB/2002, art. 1.723.

Fundamentação

Nos termos da CF/88, art. 93, IX, todas as decisões do Poder Judiciário devem ser devidamente fundamentadas, sob pena de nulidade. Assim, passo à análise dos fatos e dos fundamentos jurídicos apresentados nos autos.

1. Da Configuração da União Estável

A CF/88, art. 226, § 3º, reconhece a união estável como entidade familiar, estabelecendo que a lei deve facilitar sua conversão em casamento. Por sua vez, o CCB/2002, art. 1.723 especifica os requisitos para sua configuração: convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituir família.

Na presente demanda, a Autora trouxe aos autos provas documentais e testemunhais que corroboram a existência da união estável, destacando-se a convivência pública e o compartilhamento de responsabilidades financeiras e emocionais com o falecido. Além disso, testemunhos de familiares, amigos e vizinhos reforçam os elementos caracterizadores da união estável.

2. Da Contestação do Requerido

O Requerido, por outro lado, não apresentou elementos hábeis a desconstituir as provas produzidas pela Autora. A ausência de documentos formais não invalida a relação, uma vez que a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) reconhece que a união estável pode ser comprovada por meios testemunhais e circunstanciais.

3. Jurisprudência Aplicável

Cito, para reforço do entendimento, os seguintes precedentes:

APELAÇÃO Acórdão/TJRJ (TJRJ): \"Suficiente comprovação de preenchimento dos requisitos necessários ao reconhecimento da união estável, ainda que sem formalização documental.\"

APELAÇÃO Acórdão/TJRJ (TJRJ): \"Possibilidade de reconhecimento de união estável concomitante ao casamento, desde que separação de fato seja comprovada.\"

4. Do Direito Aplicável

Diante do conjunto probatório, resta claro o preenchimento dos requisitos previstos no CCB/2002, art. 1.723. Ademais, a ausência de elementos impeditivos ou modificativos apresentados pelo Requerido reforça a procedência do pedido.

Dispositivo

Diante do exposto, nos termos da CF/88, art. 93, IX, voto no sentido de julgar procedente o pedido formulado por T. M. S. da S., reconhecendo a existência da união estável entre a Autora e o falecido R. P. T. N., com todos os efeitos legais decorrentes, conforme o CCB/2002, art. 1.723.

Condeno o Requerido ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, fixados em 10% (dez por cento) sobre o valor da causa, nos termos do CPC/2015, art. 85, § 2º.

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.

[Local], [Data].

Magistrado: [NOME DO MAGISTRADO]

### Explicação: 1. Estrutura HTML**: A estrutura organiza o conteúdo em diferentes níveis de títulos (`

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`) e parágrafos (`

`), garantindo a clareza. 2. Fundamentação Jurídica**: Inclui base na Constituição Federal, Código Civil e jurisprudências aplicáveis. 3. Decisão no Dispositivo**: É dado o julgamento de procedência com base no mérito da questão. Essa simulação segue os princípios da hermenêutica jurídica e está fundamentada na Constituição, leis e jurisprudências adequadas.


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