Modelo de Contestação em Ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável com Partilha de Bens, Guarda, Convívio e Alimentos

Publicado em: 04/04/2025 CivelProcesso Civil Familia
Contestação apresentada por C. E. da S. à ação proposta por M. F. de S. L., que busca o reconhecimento e dissolução de união estável, partilha de bens, regulamentação de guarda, direito de convivência e fixação de alimentos. O réu argumenta pela inexistência de união estável, conforme os requisitos do CCB/2002, art. 1.723, e, subsidiariamente, pela aplicação do regime de comunhão parcial, excluindo bens adquiridos antes da relação. Também se posiciona favorável à guarda compartilhada e à fixação de alimentos proporcionais às suas condições financeiras, conforme o CCB/2002, art. 1.694, § 1º.

CONTESTAÇÃO

Excelentíssimo(a) Senhor(a) Doutor(a) Juiz(a) de Direito da ___ Vara de Família da Comarca de ____________

Processo nº: ____________

Nome do Réu: C. E. da S.
Nome do Autor: M. F. de S. L.

PREÂMBULO

C. E. da S., brasileiro, estado civil, profissão, portador do CPF nº ____________, residente e domiciliado na Rua ____________, nº ___, Bairro ____________, Cidade ____________, Estado ____________, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, por meio de seu advogado infra-assinado (procuração anexa), com endereço profissional na Rua ____________, nº ___, Bairro ____________, Cidade ____________, Estado ____________, apresentar a presente

CONTESTAÇÃO

à Ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável c/c Partilha de Bens e Dívidas, Regularização de Guarda, Direito de Convívio e Alimentos, com Pedido de Tutela Provisória, proposta por M. F. de S. L., pelos fatos e fundamentos que passa a expor:

DOS FATOS

A parte autora ajuizou a presente ação alegando a existência de união estável com o réu no período de ____________ a ____________, pleiteando o reconhecimento e a dissolução da suposta união, bem como a partilha de bens e dívidas, a regularização da guarda do(s) filho(s) comum(ns), o direito de convivência e a fixação de alimentos.

No entanto, a narrativa apresentada pela autora não corresponde à realidade dos fatos, conforme será demonstrado a seguir.

DO DIREITO

1. DA INEXISTÊNCIA DE UNIÃO ESTÁVEL

Nos termos do CCB/2002, art. 1.723, a união estável é configurada pela convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituição de família. Contudo, a relação mantida entre as partes não preenche os requisitos legais para caracterização de união estável.

Conforme jurisprudência consolidada, a affectio maritalis, ou seja, o compromisso entre os parceiros com comunhão de vidas e o intuito de constituição de família, é elemento essencial para o reconhecimento da união estável. No caso em tela, não há elementos que comprovem a existência dessa intenção por parte do réu.

2. DA PARTILHA DE BENS

Mesmo que se reconhecesse a existência de união estável, o que se admite apenas para argumentar, a partilha de bens deve observar o regime da comunhão parcial, conforme disposto no CCB/2002, art. 1.725. Nesse regime, comunicam-se apenas os bens adquiridos onerosamente na constância da união.

No presente caso, os bens indicados pela autora como passíveis de partilha foram adquiridos exclusivamente pelo réu, com recursos próprios, antes do início da suposta união, conforme comprovam os documentos anexos.

3. DA GUARDA E DO DIREITO DE CONVÍVIO

O réu não se opõe à guarda compartilhada do(s) filho(s) comum(ns), nos termos do CCB/2002, art. 1.583 e do CCB/2002, art. 1.634, II. Contudo, requer que o direito de convivência seja regulamentado "'>...

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Informações complementares

Simulação de Voto

Relatório

Trata-se de Ação de Reconhecimento e Dissolução de União Estável c/c Partilha de Bens e Dívidas, Regularização de Guarda, Direito de Convívio e Alimentos, com Pedido de Tutela Provisória, proposta por M. F. de S. L. contra C. E. da S.

A parte autora pleiteia o reconhecimento da união estável, a partilha de bens, a regularização da guarda do(s) filho(s) comum(ns), o direito de convivência e a fixação de alimentos. Por sua vez, o réu contesta os pedidos alegando inexistência de união estável e que os bens indicados pela autora como passíveis de partilha foram adquiridos exclusivamente por ele antes do início da relação.

Voto

Nos termos da CF/88, art. 93, IX, cumpre fundamentar as decisões judiciais de forma clara e objetiva, analisando os fatos à luz do ordenamento jurídico vigente.

1. Da Inexistência de União Estável

O CCB/2002, art. 1.723 exige, para a caracterização da união estável, a convivência pública, contínua e duradoura, com o objetivo de constituição de família. No caso em análise, a ausência de elementos que comprovem a affectio maritalis, conforme alegado e demonstrado pelo réu, impede o reconhecimento da união estável.

A jurisprudência colacionada reforça o entendimento de que a ausência de convivência pública e duradoura, bem como a inexistência de comunhão de vidas com objetivo de constituição familiar, inviabiliza o reconhecimento da união estável.

2. Da Partilha de Bens

Ainda que se admitisse a existência de união estável, o regime aplicável seria o da comunhão parcial de bens, conforme disposto no CCB/2002, art. 1.725. Contudo, restou comprovado nos autos que os bens indicados pela autora foram adquiridos exclusivamente pelo réu com recursos próprios, antes do início da relação. Assim, não há que se falar em partilha de tais bens.

3. Da Guarda e do Direito de Convívio

Quanto à guarda do(s) filho(s) comum(ns), a CF/88, art. 227 e o CCB/2002, art. 1.583 preveem a guarda compartilhada como regra, salvo quando contrária ao melhor interesse da criança. No caso, não há elementos que contrariem a aplicação da guarda compartilhada, devendo o direito de convivência ser regulamentado de forma a preservar o bem-estar do(s) menor(es).

4. Dos Alimentos

O princípio da proporcionalidade, previsto no CCB/2002, art. 1.694, § 1º, deve orientar a fixação dos alimentos, considerando as necessidades do(s) alimentando(s) e as possibilidades do alimentante. O valor pleiteado pela autora mostrou-se desproporcional à capacidade financeira do réu, motivo pelo qual é necessária a adequação do montante.

5. Das Custas Processuais

Considerando a improcedência dos pedidos da autora, esta deverá arcar com as custas processuais e honorários advocatícios, nos termos do art. 85 do Código de Processo Civil.

Conclusão

Diante do exposto, voto por:

  • Julgar improcedente o pedido de reconhecimento de união estável;
  • Determinar que, subsidiariamente, caso se reconheça a união estável em sede recursal, a partilha de bens seja realizada nos termos do regime da comunhão parcial, excluindo-se os bens adquiridos pelo réu antes do início da relação;
  • Regulamentar a guarda compartilhada do(s) filho(s) comum(ns) e o direito de convivência, preservando o melhor interesse da criança;
  • Fixar os alimentos em valor proporcional às possibilidades do réu e às necessidades do(s) alimentando(s);
  • Condenar a autora ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios.

É como voto.

Termos Finais

Declaro encerrada a presente decisão, com o devido fundamento jurídico, em observância ao disposto na CF/88, art. 93, IX.

Local e data,

_________________________________
Magistrado(a)


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